Sem nova proposta da empresa, trabalhadores da EBC deflagram greve
Desde às 16h desta quinta-feira (7/11), funcionários da EBC entraram em greve. Eles aguardaram 48h após a última assembleia geral para iniciar a paralisação.
Atualizado em 07/11/2013 às 16:11, por
Vanessa Gonçalves e Edson Caldas e Igor Santos.
A greve foi aprovada em assembleia na última terça (5/11). Os funcionários da EBC rejeitaram a proposta apresentada como a última possível pela empresa e decidiram levar à direção uma contraproposta.
Crédito:Divulgação Trabalhadores aguardam assembleia nacional para decidir manutenção da greve
Segundo representantes da Comissão Nacional dos Empregados, cerca de 350 funcionários de Brasília (DF) aderiram à greve. Em São Paulo (SP), aproximadamente 60 pararam; no Rio de Janeiro (RJ) 220 cruzaram os braços.
A expectativa dos trabalhadores é que na próxima assembleia geral, marcada para sexta (8/11), às 13h, a EBC apresente uma contraproposta aos pedidos da classe.
Em nota, a empresa se disse “surpreendida” pela deflagração da greve de seus empregados, uma vez que, “durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2014 a Empresa em nenhum momento se posicionou de forma a prejudicar os seus empregados”. Ao contrário disso, alega sempre ter concordado “com a necessidade de preservação do poder de compra dos salários e benefícios sociais”.
A EBC afirma ter proposto aos empregados recomposição integral do índice inflacionário (IPCA) do período (5,86%) e aumento salarial real de 1% dividido em dois anos: metade (0,5%) concedida a partir de 1º de novembro de 2013 e a outra metade na data-base de 2014. Com isso, o reajuste salarial seria de 6,36% no primeiro ano. Além disso, foi oferecido um vale-alimentação extra no final deste e do próximo ano, no valor de R$ 832,59, o que significa um ganho real de 8,33%.
Os trabalhadores não aceitaram esta proposta. Especialmente, porque são contra a retirada de algumas cláusulas do acordo coletivo vigente, que seriam incorporadas às normas da EBC.
À IMPRENSA, representantes da Comissão Nacional dos Empregados dizem temer essa mudança. “Os funcionários da EBC não aceitam esta proposta, pois eles já não cumprem o acordo coletivo, o que dirá de normas que podem ser excluídas ou modificadas em uma simples reunião da diretoria”.
No comunicado, a EBC alega que não haverá perda de direitos por parte do corpo funcional. “As cláusulas a serem retiradas do acordo coletivo vigente, por determinação do Departamento de Coordenação e Governança das Estatais (DEST) do Ministério do Planejamento - órgão que tem a competência, delegada pela Presidência da República para conduzir o tema no âmbito governamental - já estão normatizadas pela EBC ou já são colocadas em prática pela Empresa”.
Por fim, a empresa “considera ilegítimo o modo como foi deflagrada e anunciada a greve de seus empregados, indicada para hoje (0711), sem o aval formal da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicação e Publicidade (Contcop). Todo direito necessita do devido cumprimento dos requisitos para ser usufruído e o seu exercício restringe-se aos seus limites, sob pena de ser considerado ilegal ou abusivo”.
Como o conjunto de serviços prestados pela EBC é definido como essencial pelas normas constitucionais que o instituem e pela Lei 11.652/2008 que a regulamenta, a empresa diz que “os empregados deverão garantir o funcionamento mínimo dos serviços”.





