“Sei do risco que corri”, diz apresentador que foi “cobaia” de vermes em programa da BBC
Em pleno século XXI fica difícil imaginar que um cientista seja capaz de usar o próprio corpo para saber como um parasita age no organismo.
Atualizado em 04/09/2015 às 15:09, por
Vanessa Gonçalves e Matheus Narcizo.
Pois para o médico e apresentador , do canal BBC Earth, essa experiência vale a pena.
Crédito:Divulgação Michael Mosley ingeriu parasitas para ver como agem no corpo humano
Desde a última quarta-feira (3/9), está no ar o documentário em série "Infested! Living With Parasites" ("Infestado! Vivendo com Parasitas", em tradução livre), onde o telespectador pode acompanhar a saga de Mosley infestando-se com sanguessugas e piolhos "em nome da ciência".
Para dar mais veracidade à atração, o apresentador engole uma solitária para observar os efeitos do parasita no seu corpo por meio de uma câmera do tamanho de uma pílula.
À IMPRENSA, Michael Mosley conta um pouco sobre esta experiência inusitada e garante que teve respaldo da BBC para ser “cobaia” de seus próprios experimentos.
IMPRENSA - Falar sobre ciência e medicina não é fácil. Como é possível passar a informação de uma forma didática? Michael Mosley - Acho que há vários caminhos. Uma das coisas é que não é possível fazer um trabalho deste tipo sozinho. É preciso envolver outras pessoas e um pouco de entretenimento. Outra coisa: eu passei muitos anos estudando como passar e comunicar ideias complexas. Tenho estudado isso há trinta anos.
Como tem sido o retorno do público ao ver experiências como esta? A recepção tem sido muito grande. A história sobre uma algo universal é uma grande oportunidade de falar algo que os outros meios de comunicação não falam. Já temos perspectivas de fazer novos trabalhos a respeito disso.
Como surgiu a ideia de usar seu próprio corpo para mostrar como os parasitas agem? Anos atrás. Vi um documentário sobre médicos que na história usaram seus corpos, para testar vacinas. Eu pensei que seria interessante tentar fazer experimentos em mim mesmo, porque na história da medicina, muitos médicos fizeram isso. Infelizmente, alguns deles morreram, mas muitos sobreviveram a essas descobertas.
O que a BBC pensa dessas experiências? A emissora deu suporte? Sim, a BBC deu um grande suporte porque eu fiz vários programas como esses antes e correu tudo bem. Eu fiz um programa três anos atrás deste tipo e foi popular. Minha médica aceitou me ajudar, mas não posso dizer que ela tenha concordado com algumas coisas que eu fiz (risos).
Teve algum receio de fazer essa experiência jornalística? Tive medo, mas investiguei tudo o que podia sobre esse assunto para ter certeza de que tudo sairia da forma mais segura. Sei do risco que corri. Algumas pessoas acham ruim, mas eu tento ser o mais cuidadoso possível.
Você pensa em ter outras experiências como essa? Sim, estou refletindo sobre isso.
Crédito:Divulgação Michael Mosley ingeriu parasitas para ver como agem no corpo humano
Desde a última quarta-feira (3/9), está no ar o documentário em série "Infested! Living With Parasites" ("Infestado! Vivendo com Parasitas", em tradução livre), onde o telespectador pode acompanhar a saga de Mosley infestando-se com sanguessugas e piolhos "em nome da ciência".
Para dar mais veracidade à atração, o apresentador engole uma solitária para observar os efeitos do parasita no seu corpo por meio de uma câmera do tamanho de uma pílula.
À IMPRENSA, Michael Mosley conta um pouco sobre esta experiência inusitada e garante que teve respaldo da BBC para ser “cobaia” de seus próprios experimentos.
IMPRENSA - Falar sobre ciência e medicina não é fácil. Como é possível passar a informação de uma forma didática? Michael Mosley - Acho que há vários caminhos. Uma das coisas é que não é possível fazer um trabalho deste tipo sozinho. É preciso envolver outras pessoas e um pouco de entretenimento. Outra coisa: eu passei muitos anos estudando como passar e comunicar ideias complexas. Tenho estudado isso há trinta anos.
Como tem sido o retorno do público ao ver experiências como esta? A recepção tem sido muito grande. A história sobre uma algo universal é uma grande oportunidade de falar algo que os outros meios de comunicação não falam. Já temos perspectivas de fazer novos trabalhos a respeito disso.
Como surgiu a ideia de usar seu próprio corpo para mostrar como os parasitas agem? Anos atrás. Vi um documentário sobre médicos que na história usaram seus corpos, para testar vacinas. Eu pensei que seria interessante tentar fazer experimentos em mim mesmo, porque na história da medicina, muitos médicos fizeram isso. Infelizmente, alguns deles morreram, mas muitos sobreviveram a essas descobertas.
O que a BBC pensa dessas experiências? A emissora deu suporte? Sim, a BBC deu um grande suporte porque eu fiz vários programas como esses antes e correu tudo bem. Eu fiz um programa três anos atrás deste tipo e foi popular. Minha médica aceitou me ajudar, mas não posso dizer que ela tenha concordado com algumas coisas que eu fiz (risos).
Teve algum receio de fazer essa experiência jornalística? Tive medo, mas investiguei tudo o que podia sobre esse assunto para ter certeza de que tudo sairia da forma mais segura. Sei do risco que corri. Algumas pessoas acham ruim, mas eu tento ser o mais cuidadoso possível.
Você pensa em ter outras experiências como essa? Sim, estou refletindo sobre isso.





