Seguranças de presidente paraguaio impedem cobertura da mídia e destroem equipamentos

Os agentes teriam destruído equipamentos da imprensa e sequestrado um cartaz de um manifestante que criticava situação política do Paraguai.

Atualizado em 09/12/2014 às 15:12, por Redação Portal IMPRENSA.

A cobertura da imprensa de uma homenagem à Virgem de Caacupé foi marcada por uma série de incidentes na madrugada da última segunda-feira (8/12). Os agentes de segurança que faziam a escolta do presidente paraguaio Horacio Cartes inviabilizaram o trabalho dos jornalistas, destruído os equipamentos dos veículos de comunicação, além de confiscar um cartaz.

Crédito:Reprodução/ABC Color Agentes de segurança impediram trabalho da imprensa
Segundo Ultima Hora , um dos jornalistas que acompanhavam a missa foi Santiago González, repórter do Canal 13 e da Rádio Cardinal. Ele conta que os problemas começaram por volta das três da manhã, quando uma das principais avenidas que davam acesso à igreja foi fechada pela polícia. Para tanto, removeram um carro da Unicanal que estava no caminho com um guincho.
O problema é que a operação deu errado. O guindaste se desenganchou do veículo, que bateu em um outro automóvel do Canal 13. O impacto foi instantâneo e a batida causou danos. Enquanto isso, os enviados para a cobertura do evento eram impedidos de entrar no Santuário.
Fazendo a segurança do cerimonial, os agentes presidenciais impediram a entrada dos jornalistas à esplanada. Logo depois, eles puderam entrar, depois de enviarem reclamações aos órgãos competentes. Do lado de fora, um manifestante portava um cartaz com a legenda: "o país me dói, basta, já!". O homem se queixava pela insegurança e a corrupção que tomam conta do país.

Ao chamar a atenção da mídia, ele foi abordado pela escolta policial, que sequestrou aquele papel que o jovem segurava em suas mãos. Devido à restrição imposta na cobertura, os jornalistas se manifestaram: “queremos trabalhar”, diziam comunicadores de diferentes meios de comunicação.
O ato de protesto foi feito durante a missa, por não conseguiram passar adiante do setor destinado à imprensa no Santuário. Os responsáveis pela segurança, formada por agentes das Forças Armadas e da Polícia Nacional, proibiram a entrada pela lateral esquerda da esplanada da igreja.