Seguranças de Bolsonaro agridem jornalistas; entidades repudiam
Confusão aconteceu quando repórter perguntou motivo do presidente não participar de alguns eventos do G20
Atualizado em 01/11/2021 às 12:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Os seguranças de Jair Bolsonaro (sem partido) agrediram jornalistas que cobriam um dos passeios do presidente pela Itália neste domingo (31). Os profissionais da Folha de S. Paulo foram empurrados, e Leonardo Monteiro, da TV Globo, levou um soco no estômago.
Leonardo havia questionado o presidente sobre o motivo por que ele não participou dos eventos do G20 durante a manhã. "É a Globo? Você não tem vergonha na cara", respondeu Bolsonaro em meio a confusão. Crédito:Alan Santos/PR Bolsonaro passeia pela Itália Leonardo insistiu: "Oi, presidente, porque o senhor não foi de manhã nos eventos do G20?". "Vocês não tem vergonha na cara, rapaz", respondeu o presidente. Nesse momento, o repórter Leonardo foi empurrado.
O colunista do UOL Jamil Chade filmou a confusão para tentar identificar o agressor, mas teve o celular levado por um dos policiais. Ele prestou queixa pela agressão sofrida à polícia de Roma. Chade também tentou questionar o presidente sobre o porquê da decisão de não ir à COP26. "Não te devo satisfação, rapaz", foi a resposta de Bolsonaro.
Em nota, a Fenaj repudiou os atos violentos. "A FENAJ reitera que a postura do presidente brasileira caracteriza uma institucionalização da violência contra jornalistas, que significa um atentado à liberdade de imprensa e, portanto, à democracia. Ao agredir jornalistas e ao permitir que seus auxiliares também o façam, o presidente comete um crime e deve ser responsabilizado por isso", diz o texto.
A entidade também lembrou que amanhã (2) é celebrado o Dia de Combate à Impunidade dos Crimes contra Jornalistas.
"A FENAJ espera que à luz da importante efeméride, todos os responsáveis por essas agressões sejam identificados e punidos. A impunidade é combustível para a violência."
Em uma carta aberta, o presidente da ABI afirmou que "mais uma vez", Bolsonaro "envergonha o Brasil".
"Com o seu comportamento avesso à democracia e com ataques constantes à imprensa e ao trabalho dos jornalistas, o senhor estimula essas agressões. Assim, torna-se também responsável por elas. E, como numa bola de neve, elas só aumentam seu isolamento e o repúdio que o senhor recebe da comunidade internacional. Pior, o isolamento não é só seu. Atinge e envergonha o país que o senhor representa", diz o texto.
Leonardo havia questionado o presidente sobre o motivo por que ele não participou dos eventos do G20 durante a manhã. "É a Globo? Você não tem vergonha na cara", respondeu Bolsonaro em meio a confusão. Crédito:Alan Santos/PR Bolsonaro passeia pela Itália Leonardo insistiu: "Oi, presidente, porque o senhor não foi de manhã nos eventos do G20?". "Vocês não tem vergonha na cara, rapaz", respondeu o presidente. Nesse momento, o repórter Leonardo foi empurrado.
O colunista do UOL Jamil Chade filmou a confusão para tentar identificar o agressor, mas teve o celular levado por um dos policiais. Ele prestou queixa pela agressão sofrida à polícia de Roma. Chade também tentou questionar o presidente sobre o porquê da decisão de não ir à COP26. "Não te devo satisfação, rapaz", foi a resposta de Bolsonaro.
Em nota, a Fenaj repudiou os atos violentos. "A FENAJ reitera que a postura do presidente brasileira caracteriza uma institucionalização da violência contra jornalistas, que significa um atentado à liberdade de imprensa e, portanto, à democracia. Ao agredir jornalistas e ao permitir que seus auxiliares também o façam, o presidente comete um crime e deve ser responsabilizado por isso", diz o texto.
A entidade também lembrou que amanhã (2) é celebrado o Dia de Combate à Impunidade dos Crimes contra Jornalistas.
"A FENAJ espera que à luz da importante efeméride, todos os responsáveis por essas agressões sejam identificados e punidos. A impunidade é combustível para a violência."
Em uma carta aberta, o presidente da ABI afirmou que "mais uma vez", Bolsonaro "envergonha o Brasil".
"Com o seu comportamento avesso à democracia e com ataques constantes à imprensa e ao trabalho dos jornalistas, o senhor estimula essas agressões. Assim, torna-se também responsável por elas. E, como numa bola de neve, elas só aumentam seu isolamento e o repúdio que o senhor recebe da comunidade internacional. Pior, o isolamento não é só seu. Atinge e envergonha o país que o senhor representa", diz o texto.





