Segundo Tarso Genro, não existe mais vazamento de informações na Polícia Federal

Segundo Tarso Genro, não existe mais vazamento de informações na Polícia Federal

Atualizado em 02/07/2008 às 12:07, por Redação Portal IMPRENSA.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse, na noite da última terça-feira (01), que concorda com a avaliação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de que vazar informações de investigações realizadas pela Polícia Federal (PF) é "coisa de gângster". Tarso afirmou, ainda, que esse tipo de prática na PF é coisa do passado, e que o vazamento de informações não ocorre mais.

"Se houve algum vazamento no passado, isso foi feito por alguma pessoa absolutamente irresponsável e que tem um comportamento reprovável. Coisa de gângster mesmo", afirmou Tarso.

Segundo o ministro da Justiça, normalmente, as informações sobre os processos vazam depois que elas saem da PF e se tornam públicas. "Depois que o processo se torna público na Justiça, que os advogados têm acesso, aí ninguém pode impedir de divulgá-los", disse Genro.

Já o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse enxergar no vazamento de informações da Polícia Federal episódios com caráter de retaliação e tentativa de controle ideológico dos juízes. Ele citou os recentes casos em que ele próprio, o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fischer, foram vítimas de informações plantadas na imprensa para, supostamente, intimidá-los.

"O vazamento indiscriminado de informações vem sendo feito com uma falta de cerimônia que amedronta. É um tipo de terrorismo lamentável, que não pode ser feito por agente público. Isso é coisa de gângster", disse o presidente do STF.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Divulgação/ABr

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