Segundo ONG, 2007 foi o pior ano para a liberdade de expressão no Egito
Segundo ONG, 2007 foi o pior ano para a liberdade de expressão no Egito
A organização egípcia Rede Árabe para a Informação sobre os Direitos Humanos considerou 2007 como o pior ano para a liberdade de expressão no Egito desde 1952.
O diretor do grupo, Gamal Gad, relatou, durante a apresentação do relatório no último domingo (27), que em 2007 ocorreu um grande número de processos judiciais contra jornalistas e repórteres. Segundo estimativas da instituição, cerca de 1.500 casos.
Gad aponta outra problemática: o surgimento de um fenômeno que permite a qualquer cidadão denunciar um jornalista; não a Procuradoria Geral, como acontecia normalmente. O diretor salienta que esta medida permite que pessoas famosas e de grande poder aquisitivo denunciem jornalistas quando contrariadas por alguma informação veiculada por eles.
A ONG destaca, ainda, em seu relatório, que 2007 foi testemunha de violações da liberdade de imprensa eletrônica e de blogs. Em alguns casos, além das páginas terem sido retiradas do ar, seus autores foram presos e torturados.
O grupo relata que, no ano passado, ocorreu o primeiro julgamento de um "blogueiro". Um jovem egípcio, mais conhecido como Karim Amre, que foi condenado a quatro anos de prisão por publicar informações consideradas difamatórias contra o regime.
De acordo com informações da agência de notícias Efe, o relatório ainda separa uma parte para as violações registradas contra a criatividade no teatro, cinema e TV. No capítulo, denuncia-se a censura de muitas cenas de filmes, documentários e telenovelas por "razões políticas, religiosas ou a respeito da moral".
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