Sede de portal de notícias de SC é alvejada com 20 tiros
A sede do site de notícias Vip Social foi alvejada com cerca de 20 tiros na quinta-feira (12), por volta das 22h. Segundo o major Éder Jaciel de Souza Oliveira, comandante da Polícia Militar de Tijcas (SC), o crime foi uma represália à divulgação de uma operação militar, que resultou na morte de uma pessoa.
O VipSocial publicou reportagem no mesmo dia, no período da manhã, sobre uma operação policial que matou um suposto membro de uma gangue regional de tráfico de drogas, o Primeiro Grupo Catarinense (PGC). O portal também fez um perfil dele falando sobre suas ligações com o crime organizado.
Além dos tiros, os autores ainda deixaram um bilhete com letras garrafais com ameaça colado no vidro. "Si fica apoiando o errado vão sofre as conseguencia."
O jornalista Antônio Paulino Júnior, que trabalha no VipSocial, disse ao CPJ que nem o VipSocial nem nenhum de seus repórteres recebeu ameaças ou foi atacado antes deste incidente. “Acreditamos que eles esperaram que saíssemos e fizeram isso para não ferir gravemente ninguém”, disse ao CPJ. Segundo reportagem do VipSocial, os disparos foram realizados 10 minutos após quatro funcionários deixarem o local.
Crédito:VipSocial Bilhete deixado para os jornalistas pelos autores do crime
"As autoridades brasileiras devem agir imediatamente para levar à justiça os responsáveis pelo ataque ao edifício da sede do VipSocial", disse em Nova York a coordenadora do programa das Américas Central e Sul do CPJ, Natalie Southwick.
A polícia local, que está averiguando o caso, disse ao CPJ que não pode comentar a investigação.
Segundo o CPJ, em março, um agressor atirou nos escritórios do semanário independente Jornal dos Bairros, no sul do estado do Paraná, que faz fronteira com Santa Catarina.
Em seu site, a ANJ “instou as autoridades brasileiras a investigar imediatamente o atentado”. “A ANJ espera rápida apuração desse atentado. A própria polícia indica que foi intimidação ao trabalho jornalístico. A melhor resposta ao crime é a identificação dos seus autores e a punição, nos termos da lei”, disse o diretor executivo da entidade, Ricardo Pedreira.
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