Sede de afiliada da Globo em Goiânia é invadida por integrantes do MST

Na noite da última terça-feira (8/3), cerca de 70 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram a sede do grupo Jaime Câmara em Goiânia (GO), que abriga, entre outros veículos, a TV Anhanguera, afiliada da no estado, a rádio CBN e o jornal O Popular .

Atualizado em 09/03/2016 às 10:03, por Redação Portal IMPRENSA.

(8/3), cerca de 70 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram a sede do grupo Jaime Câmara em Goiânia (GO), que abriga, entre outros veículos, a TV Anhanguera, afiliada da no estado, a rádio CBN e o jornal O Popular .
Crédito:Reprodução Grupo fez pichações na sede da emissora em GO
De acordo com a Folha de S.Paulo , o grupo pichou paredes e gritou em coro expressões contra a emissora, como "o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo". Também ocupou a área da recepção e bloqueou a entrada e saída de funcionários por aproximadamente meia hora.
Além de frases, como "Globo e ditadura de mãos dadas" e "Não vai ter golpe", os manifestantes, alguns com o rosto coberto, colaram na parede do local uma ilustração em que Roberto Marinho, fundador do Grupo Globo, é retratado de mãos dadas com o general João Figueiredo, presidente à época da ditadura militar.
O grupo deixou o local com apenas com a chegada da Polícia Militar (PM). Não houve confronto.
Em nota, a Globo considerou se tratar de "uma tentativa de intimidação ao trabalho da imprensa", o que, consequentemente, gera uma "tentativa de censura, uma afronta aos princípios constitucionais". A emissora reforçou que seguirá com seu trabalho como sempre fez, "com alto nível de profissionalismo".
O coordenação nacional do MST, Gilmar Mauro, alegou que os atos em Goiás e no Espírito Santo foram deliberados pelas mulheres do movimento, como parte da jornada nacional do Dia das Mulheres. "Os atos foram contra o agronegócio, o uso de veneno na agricultura, em defesa da reforma agrária e contra a possibilidade de golpe."
Ao jornal O Popular , a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) disse repudiar as ações de vandalismo do MST e que considera o ato como uma forma de intimidar a imprensa.

Assista ao vídeo: