Secretário de Educação da BA é demitido por palavrão em revista didática, diz jornal
Secretário de Educação da BA é demitido por palavrão em revista didática, diz jornal
Atualizado em 05/08/2009 às 17:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
O governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), demitiu o secretário de Educação do estado, Adeum Sauer, em meio à polêmica envolvendo uma tirinha do personagem Chico Bento, do desenhista Maurício de Souza, com frase que continha um palavrão. "Meu pai tem oitocentas cabeças de gado! E o seu?", questiona o jovem. E Chico o responde: "Fala para ele enfiar no...", diz o desenho que foi publicado na revista Viva! , que é patrocinada pela secretaria e distribuída a professores da rede pública. A equipe responsável pela revista também foi demitida.
De acordo com informações do jornal A Tarde, desde o início do governo, em 2007, Sauer resistiu a denúncias de favorecimento de sua esposa na contratação de serviços, a greves dos professores e fortes críticas sobre a direção do sistema educativo no estado. No entanto, segundo aponta o jornal, a reação de Sauer à polêmica da tirinha foi o que determinou sua saída.
Sobre o incidente, o secretário alegou que nenhum aluno teve acesso a revista e que os professores eram "inteligentes o suficiente" para entender que se tratava de um erro.
Cerca de dez mil exemplares circularam sem que a tirinha fosse censurada. O restante recebeu um carimbo sobre a frase com o palavrão.
A Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB-Sindicato), Rui Oliveira, pediu o recolhimento de todos os exemplares e a punição dos responsáveis. "Você tem que dar o exemplo se quer educar. Por isso a gente tem que exigir a punição dos responsáveis", disse.
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De acordo com informações do jornal A Tarde, desde o início do governo, em 2007, Sauer resistiu a denúncias de favorecimento de sua esposa na contratação de serviços, a greves dos professores e fortes críticas sobre a direção do sistema educativo no estado. No entanto, segundo aponta o jornal, a reação de Sauer à polêmica da tirinha foi o que determinou sua saída.
Sobre o incidente, o secretário alegou que nenhum aluno teve acesso a revista e que os professores eram "inteligentes o suficiente" para entender que se tratava de um erro.
Cerca de dez mil exemplares circularam sem que a tirinha fosse censurada. O restante recebeu um carimbo sobre a frase com o palavrão.
A Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB-Sindicato), Rui Oliveira, pediu o recolhimento de todos os exemplares e a punição dos responsáveis. "Você tem que dar o exemplo se quer educar. Por isso a gente tem que exigir a punição dos responsáveis", disse.
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