Secretaria de Direitos Humanos lançará relatório com casos de agressões a jornalistas

A Secretaria de Direitos Humanos (SDH), comandada pela ministra Maria do Rosário,  deve lançar em março um relatório que reúne mais de 200 casos de agressões contra os profissionais de imprensa.

Atualizado em 28/02/2014 às 14:02, por Redação Portal IMPRENSA.

(SDH), comandada pela ministra Maria do Rosário, deve lançar em março um relatório que reúne mais de 200 casos de agressões contra os profissionais de imprensa.
As informações para a elaboração do relatório estão sendo acompanhadas pelo órgão em conjunto com o Grupo de Trabalho Comunicadores, do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH).

Crédito:Agência Brasil Secretaria de Direitos Humanos, de Maria do Rosário, vai apresentar relatório sobre violência a jornalistas

Segundo O Estado de S. Paulo , o documento desenvolvido pelo órgão possuirá dados de sindicatos patronais, profissionais, organizações não-governamentais, justiça e órgãos públicos. Um dos casos que pode estar presente é o que envolve a morte do jornalista Pedro Palma. Apesar do forte indício de execução, o CDDPH aguarda conclusão do inquérito policial para comprovar se o assassinato dele tem relação direta com as denúncias feitas pelo jornal Panorama Regional , do qual era dono.
Durante um ano, o GT Comunicadores acompanhou e monitorou casos de violência contra os jornalistas e comunicadores. "Se ele foi morto por ser jornalista, vamos acompanhar para que os culpados sejam punidos exemplarmente. Identificamos a existência de grupos de extermínio contratados para atacar os profissionais que desafiam e desequilibram as relações de poder. Isso é uma afronta à liberdade de expressão e de imprensa".
De acordo com Tássia Rabelo, coordenadora-geral do CDDPH, há relatos de ameaças a homicídios, como o caso de Palma. Em parceria com o Ministério da Justiça, a SDH pretende criar um observatório para acompanhar os casos de violência contra os profissionais. A Secretaria trabalha para conciliar as medidas de proteção e o pleno exercício da profissão. "Não podemos tirar o jornalista do lugar de trabalho para protegê-lo. Isso seria auxiliar quem quer calá-lo".