"Se há dúvidas e questionamentos, MP tem o legítimo dever de investigar”, afirma Attuch

Após ser convidado pela Polícia Federal a prestar informações durante ação da Polícia Federal na Operação Custo Brasil, desdobrame

Atualizado em 24/06/2016 às 14:06, por Vanessa Gonçalves.

Após ser convidado pela Polícia Federal a prestar informações durante ação da Polícia Federal na , desdobramento da Lava Jato, na última quinta-feira (23/6), o jornalista e editor do portal Brasil 247, Leonardo Attuch, falou à IMPRENSA sobre o caso.

Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista diz que não há acusação formal contra o Brasil 247

O jornalista revela que foi convidado pelo Ministério Público para responder a questionamentos sobre um contrato específico de prestação de serviços da Editora 247 à Jamp Engenheiros Associados, no valor de R$ 120 mil.

Attuch encara com normalidade o pedido do Ministério Público. "Se há dúvidas e questionamentos, o MP tem o legítimo dever de investigar”. O editor confirma que a sede do portal foi alvo de busca e apreensão, sem maiores problemas. “Foram à Editora, agiram de forma muito profissional e buscavam apenas documentos relacionados a esse contrato”, conta.

Uma notícia do site O Antagonista sobre o caso trata Leonardo Attuch como “suposto jornalista” e diz que o valor recebido pelo contrato da Jamp seria “dinheiro sujo”. Questionado, o jornalista se defende. "Não me considero suposto jornalista. Já fui editor de diversas publicações conhecidas, redator-chefe da Istoé Dinheiro, publiquei vários livros e criei um dos maiores sites de notícias do País, o Brasil 247, que mantenho há cinco anos”.

Sobre o contrato investigado, Attuch rebate as acusações. “A Editora 247 recebeu R$ 120 mil de uma empresa chamada Jamp Engenheiros Associados, que nos contratou para produzir conteúdo sobre o setor de infraestrutura. A Editora prestou os serviços, emitiu as notas fiscais e recolheu os impostos, como em qualquer transação comercial, de natureza privada”.

Ele ainda revela que aparentemente "existe uma apuração preliminar sobre esse contrato, e não uma acusação formal”. Porém, mostra-se disposto a dar explicações sobre o mesmo. " Ainda não prestei nenhum depoimento em nenhuma fase [da Operação Lava Jato]. Mesmo ontem, não houve depoimento, que ainda será agendado. E tenho total interesse em prestar esse depoimento, tendo a oportunidade de esclarecer os fatos”, conclui.

Entenda o caso

A operação Custo Brasil investiga um esquema de pagamento de propina em contratos de prestação de serviços de informática do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, pasta que foi comandada por Paulo Bernardo.

A PF afirma ter elementos de que agentes públicos do ministério direcionaram licitações em favor da empresa de tecnologia Consist Software, que geria créditos consignados para servidores federais.

Durante a operação, o ex-ministro foi preso provisoriamente e a sede do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo, também foi alvo de busca e apreensão.


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