Se acidente com mineiros tivesse sido na Argentina, mídia culparia governo, diz Cristina Kirchner
Se acidente com mineiros tivesse sido na Argentina, mídia culparia governo, diz Cristina Kirchner
| Divulgação |
| Cristina Kirchner |
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, criticou mais uma vez a imprensa de seu país. Enquanto diversos veículos de mídia se mobilizavam para fazer a cobertura do resgate dos 33 mineiros no Chile, Cristina afirmou que, caso o acidente tivesse acontecido em solo argentino, os meios de comunicação culpariam seu governo, que seria "responsável absoluto pela tragédia".
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , a líder argentina disse, ainda, que a oposição teria organizado manifestações na Plaza de Mayo, ponto central da capital Buenos Aires, para pedir sua deportação.
Cristina tem feito diversas acusações contra veículos de imprensa críticos ao seu governo. Em 2009, o Congresso argentino havia aprovado a Lei de Mídia que continha um artigo que obrigava grupos de comunicação do país a venderem parte de suas ações no prazo de um ano. A imposição causou protestos do Grupo Clarín, proprietário do jornal oposicionista Clarín .
O artigo foi suspenso pela Suprema Corte da Argentina por decisão unânime.
Ainda sobre a Lei de Mídia, a Associação de Teleradiodifusoras Argentinas pediu à Justiça para declarar inconstitucionais 33 artigos da nova legislação, que havia entrado em vigor em setembro. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , a entidade, que representa 24 canais de TV aberta, afirma que o governo inviabilizará a manutenção comercial das emissoras, que obtém renda apenas com publicidade.
A presidente também havia denunciado o Grupo Clarín e o jornal La Nación , também oposicionista, de terem adquirido ações da Papel Prensa, maior produtora de papel jornal da Argentina, ilegalmente. Organizações que defendem a liberdade de expressão haviam declarado que o ataque de Cristina aos dois veículos seria uma forma de controlar a empresa e a produção de papel.
A Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA, sigla em inglês) pediu à presidente para cessar os "ataques contra meios independentes" de comunicação na Argentina. A entidade afirmou que o progresso só pode existir em um local onde "a imprensa é livre e independente do controle governamental, político ou econômico".
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