SBT não convence no Carnaval
SBT não convence no Carnaval
Atualizado em 11/03/2011 às 18:03, por
Fabio Maksymczuk.
O SBT apareceu como a maior novidade na cobertura do Carnaval 2011. A emissora de Silvio Santos, que servia como uma opção para os telespectadores que fugiam da folia, embarcou na festa de Salvador. O SBT faturou alto na cobertura. Por outro lado, alcançou índices modestíssimos no IBOPE. A assessoria de emissora até tentou ganhar repercussão nas mídias com chamadas que mudarão a vida de todos nós. Exemplo: "O ator Tiago Abravanel, que interpretará um guerrilheiro na novela Amor e Revolução, que estreia em abril, fez questão de conhecer o camarote do SBT Folia em Salvador e conferir a festa baiana". Ohhhh! Mensagens estilo twitter (com vazio no conteúdo) foram encaminhadas diariamente para a imprensa. Mais uma vez, repetirei o que sempre escrevo aqui. Carnaval de Salvador não funciona na TV. É um estilo de Carnaval participativo. Quem gosta desse tipo de festa, não fica em casa à frente do televisor. Os diretores só pensam em dinheiro e não garantem uma opção para o telespectador. A Band também cobriu o evento baiano com pífios índices na audiência. Foi mais divertido ver as novas chamadas das marchinhas tradicionais de Silvio Santos do que a cobertura do Carnaval de Salvador no SBT. Celso Portiolli não combinou com a festa. Ficou como um estranho no ninho. Erro de escalação. Já André Vasco segurou bem a onda. A Rede Globo tentou modificar sua estrutura na cobertura do Carnaval em São Paulo e Rio de Janeiro, eventos de contemplação que funcionam na TV. Desta vez, Mauricio Kubrusly não ficou no time de comentaristas (o que já é uma grande evolução!), mas apareceu como "repórter do cronômetro". O seu único objetivo era mostrar se as agremiações estavam no limite do tempo. A grande ausência sentida ficou por conta de Leci Brandão. Agora deputada estadual pelo PC do B em São Paulo, não participou da cobertura. Uma pena. Já no Rio de Janeiro, quem brilhou foi Ana Paula Araújo. Comandou o estúdio Globeleza com simplicidade e elegância. A presença de Chico Pinheiro não era necessária. Como em anos anteriores, Haroldo Costa também se destacou nos comentários. Tanto no Rio quanto em São Paulo, o time de comentaristas deveria apontar os erros cometidos pelas escolas de samba. Não ficar só no elogio e "tudo é maravilhoso". A RedeTV! continuou a explorar a "raspa do tacho". "Repórteres" mostraram os bastidores da folia. A grande vedete da transmissão, o chamado "Baile Gay", perdeu força sem a tchitchia Monique Evans e Léo Áquilla. A cobertura ficou sem graça.







