SaveMe completa um ano e lança ferramenta de geolocalização

A ideia era reunir pessoas no mesmo lugar, com os mesmos interesses e dispostas a comprar. Chegou ao Brasil assim, simples, crua e um tantoutópica.

Atualizado em 01/07/2011 às 16:07, por Nathalia Carvalho*.

no mesmo lugar, com os mesmos interesses e dispostas a comprar. Chegou ao Brasil assim, simples, crua e um tanto utópica. Apesar disso, o modelo de compras coletivas não demorou a cair no gosto do internauta e ganhou a confiança dos consumidores.

Poucos meses depois de desembarcar no país, a nova oportunidade de fazer e-commerce não passou despercebida pelas empresas, grandes e pequenas. Atualmente, os últimos dados levantados pelo Portal Bolsa de Ofertas, e divulgados na última semana, apontam que o Brasil já tem 1.890 sites de compras coletivas e 73 agregadores de ofertas, que somam um total de 1.963 portais com atividades voltadas para esse segmento.


Nessa toada, quem olhou para o modelo com entusiasmo já colhe os lucros. Esse é o caso dos amigos Guilherme Wroclawski, 27 anos e Heitor Chaves, 26 anos, sócios do - o primeiro agregador de ofertas que, a princípio, chegou ao mercado batizado de ZipMe e, mais tarde, em parceria com o BuscaPé, ganhou o novo nome. Em seu primeiro ano de vida, comemorado hoje (1º de julho), o SaveMe já caminha como gente grande e registra aproximadamente 20 milhões de visitas por mês, 55 milhões de pageviews, e conta com mais de 1 milhão de pessoas cadastradas e uma carteira de 600 clientes.

Os números são reflexo das inovações e mudanças que o site implementou ao longo desses 12 meses.


Em entrevista exclusiva ao CdM do Portal IMPRENSA , Guilherme Wroclawski resgata a história do site e fala sobre os projetos para os próximos meses, como o lançamento da ferramenta GeoSaveMe, que permitirá o usuário pesquisar as ofertas por CEP. Confira abaixo a entrevista.



CDM: Como surgiu o SaveMe [ZipMe]?


Nós percebemos a movimentação nesse mercado e resolvemos apostar no modelo. Chegamos a lançar um site que, a princípio, seria de compras coletivas, com as mesmas características dos outros. Mas, no meio do processo, mudamos de ideia. Começamos a analisar que seria complicado entrar num mercado em que a cada dia surgia um novo e grande player. Então pensamos que para o usuário também seria complicado ter que visitar todos esses sites em busca de uma oferta boa. Assim, a ideia começou a se desenhar. Sentimos na pele o que era ser um usuário deste mercado, na época em que só existiam 10 endereços na web com esse tipo de comércio. Como pequenos empreendedores, resolvemos apostar na melhoria para o usuário nesse sentido.


CDM: Como foi apresentar a proposta para os sites de compras coletivas?


No princípio, coletávamos informações para colocar no agregador, o que começou a gerar fluxo para esses portais. Não investimos nada em mídia e, no primeiro mês, já tínhamos mais de 40 mil visitas diárias. O agregador se tornou um ponto. Quem tem uma boa oferta, teve a oportunidade de anunciar direto para potenciais compradores. O usuário não entra no SaveMe para ver quanto está o jogo de futebol, ou para ver o capítulo da novela. Ele entra para comprar e esse é o que o cliente precisa: de pessoas que comprem.


CDM: Qual é o modelo de negócios do SaveMe?

Crédito:Divulgação Guilherme Wroclawski do SaveMe: Flexibilidade e lucro

Inicialmente, fazíamos de tudo. Não tinha um modelo de negócio por trás. Aprendemos que a primeira coisa que precisávamos era audiência, então não fizemos projeções. O site demorou a faturar e ganhar um modelo de negócio. Hoje, o espaço publicitário é o próprio SaveMe. O mural e as ofertas são publicidade. Todos que estão no mural têm algum acordo comercial. Mas o modelo é bem flexível. Esse mercado tem desde um gigante multinacional até outros "Guilhermes" por ai, que estão no primeiro negócio. Tentamos nos adequar a cada caso e as proporções são válidas. Aquele que investe mais tem um retorno muito maior, mas quem investe pouco também tem retorno referente ao que investiu. O importante é que o cliente tenha lucro maior do que o investimento, e conseguimos fazer isso.

CDM: Quais são as expectativas para os sites agregadores?


É um mercado de números expressivos. Éramos um dos entusiastas lá atrás e acho difícil achar alguém que, naquela época, acertaria o número e o cenário atual que estamos vivendo. Não se trata de uma bolha em cima de um modelo. É um novo formato de e-commerce, bom para quem compra e para quem vende. Acho difícil esse mercado cair e ter uma redução brusca como já foi falado. Se tirarmos hoje 90% do mercado, ainda sobram 200 players, por exemplo. O mercado de 200 participantes é bem interessante pra a internet.


CDM: As comemorações de um ano trazem quais novidades?


Estamos com muitos projetos e ainda não posso falar de todos. Mas, na próxima semana, os usuários terão a possibilidade de procurar as ofertas por CEP. Ou seja, ele entrará no site e colocará o CEP ou endereço de onde ele estiver e nós apresentaremos as ofertas mais próximas de onde ele estiver. Além disso, o usuário vai poder ver a localização do lugar, por meio do GoogleMaps que será integrado na ferramenta. Essa opção será chamada de "GeoSaveMe" e faz parte de uma 'escadinha' que estamos subindo aos poucos. Estamos investindo bastante nas campanhas publicitárias também e, ao mesmo passo em que crescemos, nossos clientes e usuários crescem também. Em julho, novas coisas virão. Vamos lançar um projeto muito legal em que estamos trabalhando desde o primeiro dia de parceria com o BuscaPé. Será mais uma ajuda para agregar muito informação no processo de compra. Nosso foco é esse: oferecer base para que o usuário possa escolher a melhor opção de compra. Será uma boa surpresa.


*Com supervisão da editoria