Saudações Caetés
Crédito:Léo Garbin Começa a surgir um novo contingente de intelectuais em plena sintonia com a narrativa da era digital. Praticando uma escrita híbrida, seu diferencial estético está alicerçado na riqueza discursiva das novas tecnologias de difusão.
Atualizado em 05/12/2013 às 15:12, por
José Marques de Melo.
um novo contingente de intelectuais em plena sintonia com a narrativa da era digital. Praticando uma escrita híbrida, seu diferencial estético está alicerçado na riqueza discursiva das novas tecnologias de difusão.
Ensejando narrativas ágeis e cativantes – porque interativas gera o processo de codificação dos conteúdos que exige dos autores permanente vigilância do entorno simbólico –, mas também competência expressiva para atender as mutantes aspirações dos seus leitores.
O computador tornou a escrita mais confortável, menos traumática e muito gratificante, porque estimulou a liberdade de expressão. Ou seja, eliminou a figura do editor nos fluxos informativos, pois quem escreve pode comunicar suas ideias imediatamente, sem pedir permissão e sem passar pelo crivo de terceiros. Basta ser desinibido e ter autoestima intelectual para se tornar escritor e divulgador.
Daí a profusão de novos artífices da palavra, através de e-mails, blogs, home pages, facebook. Isso naturalmente democratizou a vida social, eliminando distâncias e encurtando o tempo. A instantaneidade fomentou a partilha de informações, intensificando o seu uso eficaz nos processos decisórios e ao mesmo tempo facultando o altruísmo e a fruição estética. Decretou o fim da escrita meramente utilitária, abrindo suas comportas ao civismo ou ao hedonismo.
Foi num contexto dessa natureza que Virgilio Agra ingressou no clube dos internautas correspondentes, poupando tempo e aplicando os conhecimentos epistolares certamente aprendidos na sala de aula das missionárias holandesas que educam os curumins sertanejos desde que lá chegaram na década de 1960.
Durante a VI Bienal Internacional do Livro de Alagoas, realizada em Maceió, na última semana de outubro, o jovem escritor lançou a obra que reúne sua produção epistolar. Uma edição bem cuidada pela equipe capitaneada por Sheila Maluf (Viva Editora) intitulada Saudações Caetés, constitui livro a um só tempo primoroso e saboroso.
Primoroso pela variedade de temas tratados, desvendando cenas e personagens que tipificam o imaginário alagoano. Saboroso porque seus textos aguçam o paladar estético, deixando o leitor com a sensação de água na boca.
Virgílio Agra estreia com o pé direito no universo literário, conquistando seu espaço no olimpo digital. Oferece aos leitores analógicos não o “biscoito fino” que se tornou marca registrada dos pedantes modernistas de 1922, mas as populares “bolachas mimosas” muito apreciadas pelos poetas simplórios e prosadores modestos, oriundos da sua terra, formando a diáspora caeté no Sul Maravilha.

Ensejando narrativas ágeis e cativantes – porque interativas gera o processo de codificação dos conteúdos que exige dos autores permanente vigilância do entorno simbólico –, mas também competência expressiva para atender as mutantes aspirações dos seus leitores.
O computador tornou a escrita mais confortável, menos traumática e muito gratificante, porque estimulou a liberdade de expressão. Ou seja, eliminou a figura do editor nos fluxos informativos, pois quem escreve pode comunicar suas ideias imediatamente, sem pedir permissão e sem passar pelo crivo de terceiros. Basta ser desinibido e ter autoestima intelectual para se tornar escritor e divulgador.
Daí a profusão de novos artífices da palavra, através de e-mails, blogs, home pages, facebook. Isso naturalmente democratizou a vida social, eliminando distâncias e encurtando o tempo. A instantaneidade fomentou a partilha de informações, intensificando o seu uso eficaz nos processos decisórios e ao mesmo tempo facultando o altruísmo e a fruição estética. Decretou o fim da escrita meramente utilitária, abrindo suas comportas ao civismo ou ao hedonismo.
Foi num contexto dessa natureza que Virgilio Agra ingressou no clube dos internautas correspondentes, poupando tempo e aplicando os conhecimentos epistolares certamente aprendidos na sala de aula das missionárias holandesas que educam os curumins sertanejos desde que lá chegaram na década de 1960.
Durante a VI Bienal Internacional do Livro de Alagoas, realizada em Maceió, na última semana de outubro, o jovem escritor lançou a obra que reúne sua produção epistolar. Uma edição bem cuidada pela equipe capitaneada por Sheila Maluf (Viva Editora) intitulada Saudações Caetés, constitui livro a um só tempo primoroso e saboroso.
Primoroso pela variedade de temas tratados, desvendando cenas e personagens que tipificam o imaginário alagoano. Saboroso porque seus textos aguçam o paladar estético, deixando o leitor com a sensação de água na boca.
Virgílio Agra estreia com o pé direito no universo literário, conquistando seu espaço no olimpo digital. Oferece aos leitores analógicos não o “biscoito fino” que se tornou marca registrada dos pedantes modernistas de 1922, mas as populares “bolachas mimosas” muito apreciadas pelos poetas simplórios e prosadores modestos, oriundos da sua terra, formando a diáspora caeté no Sul Maravilha.






