Saramago será velado em Lisboa em cerimônia aberta ao público
Saramago será velado em Lisboa em cerimônia aberta ao público
| Arquivo/TV Cultura |
| José Saramago |
A Fundação José Saramago informou que o corpo do escritor português será levado para Lisboa neste sábado (19), aonde chegará ao meio-dia, e seguirá em cortejo para o Salão Nobre da Câmara Municipal, informou a Folha.com. O velório será aberto ao público.
O corpo será velado no local até domingo e depois será cremado no cemitério do Alto São João, também na capital portuguesa.
No momento, Saramago é velado na biblioteca que leva seu nome, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias.
Saramago morreu na manhã desta sexta-feira, em Lanzarote. Apresentava complicações de saúde há mais de um ano, com pneumonias frequentes, mas seu estado era considerado estável.
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Um dos maiores nomes da literatura contemporânea mundial, o escritor português escrever, entre outras obras, o livro "Ensaio sobre a cegueira", que lhe rendeu o Nobel de Literatura. Também ganhou o Prêmio Camões, a mais importante honraria literária da língua portuguesa.
Saramago foi conhecido por utilizar frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional. Os diálogos das personagens são inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma que não existem travessões nos seus livros: este tipo de marcação das falas propicia uma forte sensação de fluxo de consciência, a ponto do leitor chegar a pensar se um certo diálogo foi real ou apenas um pensamento.
Nasceu na aldeia de Azinhaga no dia 16 de Novembro de 1922, embora seu registro oficial mencione o dia 18. Publicou o seu primeiro livro, o romance "Terra do Pecado", em 1947, voltando a publicar apenas em 1966.
Entre os livros de maior destaque estão o "Memorial do Convento" e o "Evangelho Segundo Jesus Cristo".
Trabalhou durante doze anos numa editora, na qual exerceu funções de direção de Redação e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista Seara Nova.
Em 1972 e 1973, fez parte da redação do jornal Diário de Lisboa, no qual foi colunista político e coordenou o suplemento cultural. Pertenceu à primeira Direção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975, foi diretor-adjunto do Diário de Notícias. Desde 1976, vivia exclusivamente do seu trabalho literário.
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