Rússia quer "regulamentação razoável" da internet após protestos
O secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, afirmou que a internet deve ter "regulamentação razoável" para
Atualizado em 15/12/2011 às 12:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
O secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, afirmou que a internet deve ter "regulamentação razoável" para impedir "ações de grupos criminosos", noticia a Reuters.
"Tentativas de impedir as pessoas de se comunicarem são, em princípio, contraproducentes, até mesmo imorais", disse à imprensa o atual secretário e ex-chefe da Polícia Federal Russa (FSB). "Entretanto, não se deve ignorar o uso da internet por criminosos e grupos terroristas. Regulamentação razoável deve, claro, ser realizada na Rússia, assim como é feita nos EUA, China e em muitos outros países".
A declaração foi vista como um sinal de preocupação do Governo após a manifestação de dezenas de milhares de pessoas em cidades da Rússia, que protestavam contra os resultados das últimas eleições parlamentares, no dia 4 de dezembro. O movimento, inédito no país, foi organizado por meio da internet e das redes sociais. Alguns dos manifestantes gritavam pela saída do primeiro-ministro, Vladimir Putin, que tem "forte influência política" no governo de Dimitri Medvedev, e é alvo central das acusações de fraudes no pleito.
Segundo a Reuters, oficiais russos haviam demonstrado preocupação com o uso da comunicação on-line, após a derrubada de governos no mundo árabe, no início do ano. Um oficial da FSB disse, em abril, que o uso "descontrolado" do Gmail, Hotmail e Skype eram "uma grande ameaça à segurança nacional".
Com informações de
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"Tentativas de impedir as pessoas de se comunicarem são, em princípio, contraproducentes, até mesmo imorais", disse à imprensa o atual secretário e ex-chefe da Polícia Federal Russa (FSB). "Entretanto, não se deve ignorar o uso da internet por criminosos e grupos terroristas. Regulamentação razoável deve, claro, ser realizada na Rússia, assim como é feita nos EUA, China e em muitos outros países".
A declaração foi vista como um sinal de preocupação do Governo após a manifestação de dezenas de milhares de pessoas em cidades da Rússia, que protestavam contra os resultados das últimas eleições parlamentares, no dia 4 de dezembro. O movimento, inédito no país, foi organizado por meio da internet e das redes sociais. Alguns dos manifestantes gritavam pela saída do primeiro-ministro, Vladimir Putin, que tem "forte influência política" no governo de Dimitri Medvedev, e é alvo central das acusações de fraudes no pleito.
Segundo a Reuters, oficiais russos haviam demonstrado preocupação com o uso da comunicação on-line, após a derrubada de governos no mundo árabe, no início do ano. Um oficial da FSB disse, em abril, que o uso "descontrolado" do Gmail, Hotmail e Skype eram "uma grande ameaça à segurança nacional".
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