Rússia amplia investigações sobre morte de jornalistas no país, diz comitê

Rússia amplia investigações sobre morte de jornalistas no país, diz comitê

Atualizado em 30/09/2010 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.

A Rússia parece estar intensificando as investigações sobre uma série de assassinatos de jornalistas ocorridos na última década no país. O Comitê para Proteger Jornalistas (CPJ) comentou nesta quinta-feira (30), em Moscou, sobre uma nova postura do Comitê Investigativo Federal com a reabertura de inquérito de cinco assassinatos não resolvidos, informa Reuters.

A Rússia é o oitavo país no "Índice de Impunidade" do CPJ e freqüentemente criticada por governos ocidentais a respeito da violência contra a imprensa.

Segundo Kati Marton, membro do conselho do CPJ, o grupo ficou "impressionado com a seriedade" do chefe do Comitê Investigativo, Alexander Bastrykin, após reunião com o órgão russo.

De acordo com o CPJ, desde a posse do ex-presidente Vladmir Putin, em 2000, houve 19 assassinatos de jornalistas na Rússia cujos autores não foram identificados.

O atual chefe de governo, Dimitry Medvedev, prometeu ampliar as investigações sobre os casos, incluindo a morte da jornalista Anna Politkovskaya, em 2006, autora de críticas ao Kremlin, enquanto grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que poucos avanços para resolver o caso ocorreram.

Na última semana, Medvedev anunciou que pode reforçar o poder de atuação do Comitê Investigativo, com autonomia à Procuradoria-Geral e maior contato com a Presidência. "Uma iniciativa muito boa para nós", comentou Marton.

O CPJ, contudo, declarou não ficar satisfeito enquanto os assassinos e mandantes dos crimes não forem identificados pelo governo russo.

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