Rússia acusa veículos de espalhar desinformação e jornalistas ucranianos pegam em armas
Conhecido como Roskomnadzor, o órgão estatal responsável por regular a área de comunicações na Rússia acusou no sábado (27) um total de dez veículos de imprensa e sites de notícias do país de distribuir informações falsas sobre a invasão da Ucrânia, que o Kremlin insiste em chamar de "operação militar especial".
Atualizado em 01/03/2022 às 11:03, por
Redação Portal Imprensa.
Entre os veículos citados pelo órgão do governo de Vladimir Putin estão a estação de rádio Echo Moskvy, popular em Moscou, e o jornal Novaya Gazeta, cujo editor-chefe, Dmitry Muratov, dividiu o prêmio Nobel da Paz do ano passado com a jornalista flipina Maria Ressa, por sua defesa da liberdade de expressão.
O órgão regulador ordenou que todos os dez veículos de imprensa acusados de promover desinformação excluam o material considerado "ofensivo". Caso contrário, o Roskomnadzor alertou que os veículos terão acesso restrito a seus sites e recursos de mídia. Crédito: Reprodução Daily Mirror Jornalista ucraniana, Daria Kaleniuk critica Boris Johnson em entrevista coletiva na Polônia: "Vocês estão com medo"
Com a invasão da Ucrânia pela Rússia completando sete dias, relatos de que jornalistas ucranianos estão pegando em armas para defender o país estão ganhando a cobertura internacional e as redes sociais.
Luta com palavras
A Newsweek publicou nesta segunda-feira (28) uma entrevista em que a jornalista freelancer Keteryna Malofieieva, cujo trabalho já foi publicado no Buzzfeed News, afirma que muitos colegas homens decidiram juntar-se às forças de defesa territorial para proteger a capital Kyiv. Ela, porém, diz que vai lutar de outra forma. "Será com palavras, não vou pegar em armas."
Nesta terça-feira (1), durante entrevista coletiva concedida na Polônia pelo primeiro ministro britânico Boris Johnson, a jornalista ucraniana Daria Kaleniuk acusou o político de omissão diante do conflito e demandou restrições no espaço aéreo do país, de modo a impedir mortes de civis por mísseis lançados por aviões russos.
“Você está vindo para a Polônia, não para Kyiv ou Lviv, primeiro ministro. Você está com medo. A OTAN não está demonstrando vontade de defender a paz, pois tem medo de uma Terceira Guerra Mundial. Mas ela já começou."





