RSF se diz "chocada" com sentença a ser aplicada a jornalistas em Ruanda
RSF se diz "chocada" com sentença a ser aplicada a jornalistas em Ruanda
Atualizado em 07/01/2011 às 10:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Nesta sexta-feira (07), a organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) manifestou sua preocupação com a situação vivida por duas jornalistas em Ruanda, África, acusadas de publicar artigos que poderiam incitar revoltas e causar problemas à ordem pública. A diretora do jornal Umurabyo , Agnès Uwimana Nkusi, e a jornalista Saidath Mukakibibi foram detidas em julho de 2010 e estão presas até ao momento.
Os textos, segundo a agência Angola Press, incitavam uma revisão sobre o caso de genocídio de Tutsi, em 1994. O procurador do país pediu a aplicação de pena de 33 anos de prisão e multa de cerca de 1.028 euros a Agnes, e 12 anos de detenção e multa de 257 euros a Saidath. A diretora do Umurabyo também é acusada de difamação contra autoridades de Ruanda, incluindo o presidente Paul Kagame. A sentença será anunciada dia 4 de fevereiro.
Em comunicado, a RSF declarou que "está extremamente chocada pelas pesadas penas exigidas pela justiça ruandesa" contra as duas profissionais. A organização também pediu ao governo de Ruanda que não condene as duas jornalistas, e que pare de usar a legislação sobre "ideologia de genocídio" para "reprimir a livre expressão de opiniões".
Atualmente, Ruanda ocupa a 169ª posição no mundial de liberdade de imprensa, divulgado pela RSF em outubro de 2010. Outra da organização coloca o presidente do país entre os "Predadores da Liberdade de Imprensa".
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Os textos, segundo a agência Angola Press, incitavam uma revisão sobre o caso de genocídio de Tutsi, em 1994. O procurador do país pediu a aplicação de pena de 33 anos de prisão e multa de cerca de 1.028 euros a Agnes, e 12 anos de detenção e multa de 257 euros a Saidath. A diretora do Umurabyo também é acusada de difamação contra autoridades de Ruanda, incluindo o presidente Paul Kagame. A sentença será anunciada dia 4 de fevereiro.
Em comunicado, a RSF declarou que "está extremamente chocada pelas pesadas penas exigidas pela justiça ruandesa" contra as duas profissionais. A organização também pediu ao governo de Ruanda que não condene as duas jornalistas, e que pare de usar a legislação sobre "ideologia de genocídio" para "reprimir a livre expressão de opiniões".
Atualmente, Ruanda ocupa a 169ª posição no mundial de liberdade de imprensa, divulgado pela RSF em outubro de 2010. Outra da organização coloca o presidente do país entre os "Predadores da Liberdade de Imprensa".
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