RSF protesta contra governo chinês por dificultar trabalho de jornalistas
RSF protesta contra governo chinês por dificultar trabalho de jornalistas
RSF protesta contra governo chinês por dificultar trabalho de jornalistas
Por ocasião do Dia dos Direitos Humanos, que se celebra nesta segunda-feira (10), cinco representantes da Organização Internacional Repórteres Sem Fronteiras penduraram uma bandeira em que os aros olímpicos são representados por algemas em frente ao Escritório de Relações do governo chinês em Hong Kong. Dois dias antes, os militantes da organização tiveram seus vistos negados para cruzar a fronteira entre a China Continental e Hong Kong.
| Divulgação/Site RSF |
| Bandeira é hasteada em Hong Kong |
"Inicialmente tínhamos previsto manifestações em Pequim, mas as autoridades não nos concederam os vistos. Sabemos, inclusive, que alguns dos nossos figuram na lista negra dos serviços chineses de imigração. No momento em que o governo, na perspectiva dos Jogos Olímpicos, começa a fichar os jornalistas estrangeiros e militantes dos direitos humanos, essa negativa significa que Pequim está determinado a censurar a todos que o molestam", disse a organização.
"Frente ao silêncio do Comitê Olímpico Internacional e à negativa das autoridades chinesas em manter seus compromissos em favor de uma melhora nas liberdades no país, é responsabilidade nossa chamar a atenção sobre a catastrófica situação da liberdade de expressão na China. Quem poderá dizer que os Jogos Olímpicos foram um êxito quando nos centros de detenção chineses, à sombra dos estádios, estão tantos presos por terem expressado suas opiniões", se questiona a RSF.
Segundo a Organização, a China Popular é o maior cárcere de jornalistas do mundo (33 detidos), internautas (49 detidos) e defensores da liberdade de expressão.
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