RSF pede que Brasil crie uma comissão federal para investigar caso O Dia
RSF pede que Brasil crie uma comissão federal para investigar caso O Dia
RSF pede que Brasil crie uma comissão federal para investigar caso O Dia
Frente ao caso da equipe de jornalistas do O Dia , seqüestrada e torturada no último dia 14 de maio por milícias no Rio de Janeiro, a organização Repórteres Sem Fronteiras escreveu uma carta destinada ao presidente Lula, ao ministro da Justiça, Tarso Genro e ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
O objetivo é pedir que se crie uma comissão de investigação federal, em conexão com as autoridades estaduais, "encarregadas de esclarecer e castigar as ações deste tipo de milícias".
"Repórteres Sem Fronteiras ficou perplexa ao saber que tais ações foram cometidas por agentes da ordem pública, supostamente encarregados de lutar contra a insegurança e o tráfico de drogas nos bairros mais problemáticos. No comportamento destes funcionários do Estado - policiais, agentes penitenciários, bombeiros, empregados das forças de autoridade - organizados em milícias, não se vislumbra nenhuma diferença em relação aos indivíduos que têm como missão combater", dizia o início da carta destinada às autoridades.
A organização frizou ainda que este caso é de "extrema gravidade" e que se junta a outros recentes ataques à mídia brasileira, "envolvendo agentes de polícia, em especial nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo".
"As milícias deste tipo - um fenômeno relativamente recente, segundo a imprensa carioca - dominam 78 localidades como uma verdadeira máfia. De acordo com O Dia , estariam por detrás de cerca de 200 assassinatos cometidos ao longo dos três últimos anos. A sua presença ameaça diretamente as garantias do Estado de direito estabelecidas pela Constituição Federal de 1988 : é por esta razão que Repórteres Sem Fronteiras solicita uma ação de grande envergadura contra estas organizações criminosas", finaliza a carta da organização.
O Caso
No último dia 14 de maio, um grupo de repórteres do jornal O Dia foi seqüestrado, torturado e mantido em cárcere privado em um barraco, localizado na favela do Batan, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). Os jornalistas estavam na favela investigando a atuação de milícias no local.
Segundo informa O Dia , os jornalistas passaram por sete horas meia de interrogatório, submetidos a pontapés, socos, choques elétricos, roleta-russa, sufocamento com saco plástico e tortura psicológica.
O jornal esclarece que a cúpula da Segurança do Estado do Rio foi notificada sobre o caso, mas a decisão de não divulgar a agressão até este sábado (31) se deu em razão das investigações policiais que poderiam ser prejudicadas, e da segurança dos jornalistas envolvidos. Na edição deste domingo (01/06), o jornal mostra detalhes do caso, em matéria especial.
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