RSF pede atenção de autoridades da Somália à jornalistas seqüestrados
RSF pede atenção de autoridades da Somália à jornalistas seqüestrados
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou um comunicado nesta quinta-feira (27) manifestando sua preocupação com o seqüestro do do fotógrafo espanhol José Cendón e do jornalista britânico Colin Freeman, na Somália.
Eles foram seqüestrados com mais dois cidadãos somalis na última quarta-feira (26) na capital, Bosaso. Ambos estavam na cidade africana para cobrir a pirataria no país, que tem reduto em Puntlândia.
"Este seqüestro nos lembra que a bandidagem, a pirataria e o crime político são perigos permanentes para estrangeiros, jornalistas ou trabalhadores humanitários que pisam no território somali. Temos esperanças nas autoridades competentes, que devem ter consciência de que o tempo é um fator determinante para encontrar uma saída positiva", declarou a RSF.
Nos últimos meses, os piratas da Puntlândia aumentaram sua atividade e capturaram várias dezenas de navios, entre eles o petroleiro saudita "Sirius Star", e o cargueiro ucraniano "Faina", carregado de armamento. Ambos permanecem em seu poder junto com outros navios, pelos quais esperam receber resgates.
Atualmente, no sul da Somália há três jornalistas e seis trabalhadores humanitários reféns. A repórter canadense Amanda Lindhout, o fotógrafo australiano Nigel Brennan e a jornalista somali Abdifatah Elmi estão nas mãos de uma milícia independente desde o dia 23 de agosto.
Dois funcionários da organização Médicos Sem Fronteiras e quatro colaboradores da Ação contra a Fome foram seqüestrados recentemente na fronteira etíope-somali e no aeroporto de Ahusa Mareb, ao norte da capital, respectivamente.
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