RSF mostra preocupação com imprensa de Honduras após golpe de Estado no país
RSF mostra preocupação com imprensa de Honduras após golpe de Estado no país
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou um comunicado nesta segunda-feira (29), mostrando preocupação com o golpe de Estado ocorrido em Honduras no último domingo (28), que destituiu do poder o presidente Manuel Zelaya.
Para a entidade, a liberdade de imprensa pode sofrer consequências com o golpe, já que as transmissões de vários meios de comunicação audiovisuais foram suspensas no país.
O presidente Zelaya promovia uma consulta popular para respaldar uma nova Assembleia Constituinte quando foi deposto pelos militares hondurenhos. Assim que ocorreu o golpe, a Comissão Nacional de Telecomunicações (CONATEL) proibiu os operadores de TV a cabo de exibirem alguns canais internacionais, como Telesur, Cubavisión Internacional e CNN Español. As frequências da Radio Globo e outras emissoras também tiveram suas transmissões suspensas.
No interior do país, cerca de 25 militares invadiram a redação das Rádio progreso, emissora pertencente à Associação Latinoamericana de Educação Radiofônica (ALER), e obrigaram os profissionais a parar.
"Em princípio, condenamos um golpe de Estado contra um presidente eleito democraticamente, que justifica todos os temores em relação às liberdades fundamentais, entre elas a de informar", afirmou a RSF
Para a entidade, "as suspensões ou fechamento de veículos de comunicação, tanto locais quanto internacionais, manifestam a clara vontade dos golpistas de ocultar os acontecimentos. A Organização dos Estados Americanos (OEA) e a comunidade internacional devem exigir, e conseguir, o fim deste 'black out' midiático".
"Em tempos normais, os jornalistas hondurenhos já padecem de uma grande insegurança. Nas atuais circunstâncias, fazemos também um chamado à responsabilidade dos meios de comunicação" , concluiu o comunicado.
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