RSF lembra de sanções contra jornalistas em Dia Mundial contra a Pena de Morte
RSF lembra de sanções contra jornalistas em Dia Mundial contra a Pena de Morte
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou nesta quinta-feira (09) um comunicado pedindo que seja lembrada no Dia Mundial contra a Pena de Morte - celebrado na próxima sexta-feira (10) - a utilização desse método contra jornalistas e defensores da liberdade de expressão.
"Queremos trazer à tona um de seus aspectos perversos [da pena de morte], que afeta diretamente os jornalistas e a liberdade de expressão, com o objetivo de confundir os que duvidam em mobilizar-se por sua abolição, com a desculpa de que essa irreparável sanção só é dirigida aos piores criminosos", disse a RSF.
Como exemplo, a entidade lembrou do caso do jornalista Sayed Perwiz Kambakhsh, colaborador da revista Jahan-e Naw , que está preso por "blasfêmia" a espera de um "interminável" processo de apelação. Ele foi condenado à pena de morte em janeiro de 2008 por supostamente guardar em sua casa textos sobre o lugar da mulher muçulmana na sociedade.
A RSF também menciona a situação do Irã, cujas autoridades "não dão o braço a torcer" e aprovaram, em julho de 2008, uma lei destinada a "reforçar as penas para os crimes contra a segurança moral da sociedade". Além disso, a organização também lembra das prisões de cerca de vinte diretores de jornais da Etiópia que, em novembro de 2005, apoiaram o partido de oposição depois de revoltas ocasionadas pelo resultado das eleições legislativas. Declarados inocentes em 2007, alguns deles haviam sido condenados à morte por participarem de um "golpe de Estado".
Finalmente, a Repórteres Sem Fronteiras lembrou de Mumia Abu-Jamal, um dos condenados à pena de morte mais famosos do mundo. Ícone contra a injustiça e o racismo, ele se destacou como militante do movimento Black Panthers (Panteras Negras). Antes de ser condenado pela morte do policial Daniel Faulkner - depois que o agente prendeu seu irmão por uma suposta infração de trânsito na madrugada de 9 de dezembro de 1981 - o réu era um respeitado locutor de rádio na Filadélfia (Pensilvânia), e usava seu nome de batismo, Wesley Cook.
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