RSF diz esperar por esclarecimentos dos assassinatos de jornalistas em Honduras

RSF diz esperar por esclarecimentos dos assassinatos de jornalistas em Honduras

Atualizado em 16/06/2010 às 13:06, por Redação Portal IMPRENSA.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou um comunicado, nesta quarta-feira (16), em que diz esperar, em um curto prazo, o esclarecimento dos assassinatos recentes de jornalistas em Honduras. O repórter Luis Arturo Mondragón, assassinado na última segunda-feira (14), foi o oitavo profissional a ser morto no país desde o dia 1º de março deste ano.

"Mesmo que não haja uma relação entre o assassinato e a atividade profissional da vítima, não se deve ocultar a violência política que está minando o país desde o golpe de Estado de 28 de junho de 2009, assim como suas trágicas consequências para a liberdade de imprensa".

Mondragón era diretor de notícias de uma emissora de TV da cidade de Danlí, no departamento (estado) de El Paraíso. Segunda a RSF, o jornalista saía do trabalho quando dois homens, que estavam em um carro, dispararam contra ele.

Segundo a ANSA, o porta-voz da Polícia Nacional, Leonel Sauceda, declarou que os assassinatos de jornalistas no país não foram causados por motivos profissionais. No entanto, apenas dois responsáveis pelas mortes foram detidos no país.

De acordo com a RSF, Honduras é, atualmente, o país mais perigoso para exercer a profissão de jornalista.

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