RSF denuncia prisão e desaparecimento de dez jornalistas no Irã
RSF denuncia prisão e desaparecimento de dez jornalistas no Irã
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou a prisão e desaparecimento de jornalistas que cobriam as eleições e protestos no Irã. Segundo a ONG, o paradeiro de dez profissionais é desconhecido.
Apesar de o presidente Mahmoud Ahmadinejad ter sido declarado vencedor, partidários do moderado Mir Hussein Mousavi acusam fraudes nas apurações dos votos. A cobertura dos protestos está sendo impedida pelo governo iraniano. Na teoria, a imprensa poderia trabalhar apenas por telefone, e usar imagens da imprensa estatal.
No entanto, alguns correspondentes estrangeiros foram obrigados a deixar o país. Reuters e CNN deixaram claro que seu trabalho estava sujeito a restrições. A RSF citou alguns casos de intimidação, como as agressões policiais a membros da equipe da TV italiana RAI e a um repórter da Reuters, e a prisão e expulsão de dois jornalistas da rede holandesa Nederland 2.
A equipe da BBC foi ameaçada e os correspondentes das TVs alemãs ARD e ZDF foram proibidos de deixar o hotel no sábado, um dia após a eleição. Além disso, a repórter espanhola Yolanda Alvarez, da TVE, foi deportada com toda a sua equipe, informou a entidade.
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