RSF condena violência contra jornalistas no México; repórter segue sequestrado
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou nesta terça-feira (12/5) o sequestro do jornalista mexicano Bernardo Javier Cano Torr
Atualizado em 12/05/2015 às 17:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou nesta terça-feira (12/5) o sequestro do jornalista mexicano , apresentador do programa "Hora Zero", da rádio ABC, desaparecido desde a última quinta-feira (7/5) no estado de Guerrero, no sul do México.
Crédito:Reprodução/Twitter RSF pede investigação sobre sequestro de Bernardo Javier Cano Torres
De acordo com a EFE, a organização jornalística pediu ao governo do estado para reforçar a busca do jornalista através das autoridades federais. O sequestro aconteceu quando Torres se dirigia à cidade de Iguala para realizar uma investigação sobre o caso dos seis estudantes mortos e outros 43 desaparecidos na região, em setembro do ano passado.
Além do pedido, a RSF publicou uma denúncia na semana passada a respeito dos perigos de ser jornalista no estado de Guerrero, onde há forte predominância da facção criminosa "Unidos". Na denuncia, a ONG pediu às autoridades mexicanas que realizassem uma investigação "independente, imparcial e completa" na região.
Segundo um colega de rádio, o jornalista já havia sofrido pressões e ameaças que o obrigaram a transmitir seu programa de rádio pela internet em vez de fazê-lo diretamente dos estúdios. A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, ordenou que uma investigação seja realizada a respeito da violência contra jornalistas no país.
"Os crimes cometidos contra jornalistas afetam toda a sociedade e limitam a capacidade dos cidadãos de tomarem decisões claras. Por isso, é essencial que esses crimes não fiquem impunes", disse.
Crédito:Reprodução/Twitter RSF pede investigação sobre sequestro de Bernardo Javier Cano Torres
De acordo com a EFE, a organização jornalística pediu ao governo do estado para reforçar a busca do jornalista através das autoridades federais. O sequestro aconteceu quando Torres se dirigia à cidade de Iguala para realizar uma investigação sobre o caso dos seis estudantes mortos e outros 43 desaparecidos na região, em setembro do ano passado.
Além do pedido, a RSF publicou uma denúncia na semana passada a respeito dos perigos de ser jornalista no estado de Guerrero, onde há forte predominância da facção criminosa "Unidos". Na denuncia, a ONG pediu às autoridades mexicanas que realizassem uma investigação "independente, imparcial e completa" na região.
Segundo um colega de rádio, o jornalista já havia sofrido pressões e ameaças que o obrigaram a transmitir seu programa de rádio pela internet em vez de fazê-lo diretamente dos estúdios. A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, ordenou que uma investigação seja realizada a respeito da violência contra jornalistas no país.
"Os crimes cometidos contra jornalistas afetam toda a sociedade e limitam a capacidade dos cidadãos de tomarem decisões claras. Por isso, é essencial que esses crimes não fiquem impunes", disse.
O sequestro de Torres aconteceu quatro dias após a confirmação do assassinato do jornalista Armando Morales Saldanã, que foi encontrado morto com sinais de tortura na cidade de Oaxaca.





