RSF condena assassinato de Geo Lopes, diretor do Portal N3 na Bahia

Repórteres sem Fronteiras (RSF) condenou o assassinato do jornalista e radialista Geolino Lopes Xavier, morto a tiros na última quinta-feira

Atualizado em 28/02/2014 às 17:02, por Redação Portal IMPRENSA.

(27/2), em Teixeira de Freitas, cidade localizada a 900 km de Salvador (BA). Geo Lopes, como era conhecido, apresentava o “A Tarde” do portal N3, do qual era co-diretor.
“Transmitimos nossas mais sinceras condolências e nosso apoio à família de Geolino Lopes Xavier. Deploramos a elevada insegurança que afeta o trabalho dos jornalistas brasileiros, e solicitamos às autoridades competentes que tenham em linha de conta a pista profissional”, afirmou Camille Soulier, responsável do departamento Américas da organização, nesta sexta-feira (28/02).

A entidade lembra que Lopes é o quarto jornalista morto em 2014 no Brasil, ao citar os casos de Santiago Andrade, José Lacerda da Silva e Pedro Palma. “Esperamos que sejam adotadas medidas concretas, não só durante a cobertura de manifestações mas acessíveis a todos os jornalistas que assim o necessitarem, e em quaisquer circunstâncias”, acrescentou.
Crime
Geo Lopes foi assassinado no interior de seu veículo, que portava a marca do canal de informações. Os criminosos, que estavam a bordo de um carro, ainda não foram identificados.
Momentos antes do crime, o jornalista deixou seu colega Djalma Ferreira em casa. Ferreira chegou a ouvir os disparos e viu o veículo dos assassinos fugir em alta velocidade. Policiais civis estiveram no local e iniciaram as investigações. O motivo da ação, entretanto, ainda não foi esclarecido.
Lopes era radialista desde 1989. Foi apresentador de TV e ex-vereador de Teixeira de Freitas, entre 2004 a 2008. Segundo o colega Athylla Borborema, o profissional também era pré-candidato a deputado federal pelo PL. Ele era casado e pai de um filho, o também jornalista Joris Xavier Bento.