RSF condena assassinato de esposa de jornalista no Peru e cobra governo
Morte foi motivada após invasão de criminosos a uma estação de rádio. Mulher tentou salvar a vida do marido, mas foi baleada pelos bandidos.
Atualizado em 27/10/2014 às 16:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
A organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou nota de repúdio ao condenar o assassinato da esposa de um jornalista no Peru. A mulher tentou salvar a vida do marido, que tinha se tornado alvo de bandidos após uma invasão a uma estação de rádio. Em comunicado, a entidade cobrou a investigação das autoridades e a proteção do repórter envolvido.
Crédito:Reprodução/La Republica Esposa da Gerson Fabián Cuba foi morta ao proteger o jornalista dos agressores
Segundo Infobae, dois indivíduos invadiram a sede da emissora Rumba, onde estava o profissional de imprensa. Na ocasião, os criminosos atacariam Gerson Fabián Cuba, mas antes que pudessem realizar algum disparo mortal, Gloria Limas Calle se colocou a frente do companheiro para defendê-lo, e, com uma vassoura, acertou os bandidos. Os homens estavam armados e atiraram nela.
Eles estraram no local dizendo que queriam veicular um anúncio publicitário. No entanto, aquilo aparentou ser apenas um pretexto para agredir o radialista. Após atirar na mulher do comunicador, os suspeitos fugiram do local - em Pichanaki, município peruano. A baleada não resistiu aos ferimentos e morreu antes de chegar ao hospital.
Gerson Fabián informou ao Instituto de Imprensa e Sociedade (Ipsys, na sigla em espanhol), organização peruana de liberdade de expressão que recentemente havia criticado uma mobilização contra a empresa multinacional Pluspetrol e que em seu programa havia revelado uma denúncia cujo um dos envolvidos no caso polêmico seria um candidato a Prefeito de Pichanaki.
Embora tenha alertado que poderia ser alvo de um ataque, o jornalista não pôde precisar o que poderia ter motivado a ofensiva dos bandidos e as ameaças. Por conta da insegurança e do medo de perder mais familiares, pediu a proteção do Estado para garantir seu direito de ir e vir sem ser alvo de mais atentados. A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) cobrou medidas ao governo peruano.
"RSF insta as autoridades a não descartar nas investigações que o crime pode estar relacionado com a atividade profissional de Gerson Fabián e (deve) garantir a proteção do jornalista e de seu filho", assinalou Virginie Dangles, assistente da diretoria de programas da entidade. "O governo peruano não deve fechar os olhos para a realidade do perigo permanente que ameaça nossa área".
O também jornalista Santos Porras, diretor do semanário Quién , da cidade de Huancayo, denunciou no mês passado que sofreu um atentado. Ele assegura que dois homens o interceptaram e levaram-no para um lugar isolado, aonde o ameaçaram e, em seguida, largaram-no em um rio. Por outro lado, ainda não foi solucionado o assassinato do repórter Donny Buchelli, cujo corpo foi encontrado dentro de sua residência com os pés e as mãos atados e com sinais de tortura.
As investigações estão paradas há três meses, desde que ocorreu o crime. O Peru está em 104º no ranking com 180 países listados na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa em 2014.
Crédito:Reprodução/La Republica Esposa da Gerson Fabián Cuba foi morta ao proteger o jornalista dos agressores
Segundo Infobae, dois indivíduos invadiram a sede da emissora Rumba, onde estava o profissional de imprensa. Na ocasião, os criminosos atacariam Gerson Fabián Cuba, mas antes que pudessem realizar algum disparo mortal, Gloria Limas Calle se colocou a frente do companheiro para defendê-lo, e, com uma vassoura, acertou os bandidos. Os homens estavam armados e atiraram nela.
Eles estraram no local dizendo que queriam veicular um anúncio publicitário. No entanto, aquilo aparentou ser apenas um pretexto para agredir o radialista. Após atirar na mulher do comunicador, os suspeitos fugiram do local - em Pichanaki, município peruano. A baleada não resistiu aos ferimentos e morreu antes de chegar ao hospital.
Gerson Fabián informou ao Instituto de Imprensa e Sociedade (Ipsys, na sigla em espanhol), organização peruana de liberdade de expressão que recentemente havia criticado uma mobilização contra a empresa multinacional Pluspetrol e que em seu programa havia revelado uma denúncia cujo um dos envolvidos no caso polêmico seria um candidato a Prefeito de Pichanaki.
Embora tenha alertado que poderia ser alvo de um ataque, o jornalista não pôde precisar o que poderia ter motivado a ofensiva dos bandidos e as ameaças. Por conta da insegurança e do medo de perder mais familiares, pediu a proteção do Estado para garantir seu direito de ir e vir sem ser alvo de mais atentados. A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) cobrou medidas ao governo peruano.
"RSF insta as autoridades a não descartar nas investigações que o crime pode estar relacionado com a atividade profissional de Gerson Fabián e (deve) garantir a proteção do jornalista e de seu filho", assinalou Virginie Dangles, assistente da diretoria de programas da entidade. "O governo peruano não deve fechar os olhos para a realidade do perigo permanente que ameaça nossa área".
O também jornalista Santos Porras, diretor do semanário Quién , da cidade de Huancayo, denunciou no mês passado que sofreu um atentado. Ele assegura que dois homens o interceptaram e levaram-no para um lugar isolado, aonde o ameaçaram e, em seguida, largaram-no em um rio. Por outro lado, ainda não foi solucionado o assassinato do repórter Donny Buchelli, cujo corpo foi encontrado dentro de sua residência com os pés e as mãos atados e com sinais de tortura.
As investigações estão paradas há três meses, desde que ocorreu o crime. O Peru está em 104º no ranking com 180 países listados na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa em 2014.





