Romário Schettino, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal
Romário Schettino, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal
Cenário atual
"Se você comparar o Sindicato hoje com o dos anos 1980, vai notar uma diferença grande na manutenção do corpo de filiados em dia. Nos anos 80 você tinha uma situação política e econômica muito diferente dessa de hoje. Então os sindicatos tinham mais presença na vida diária dos jornalistas. Então, hoje temos 1.100 jornalistas em dia pagando e quase 3.000 filiados. Esse é um número que vem se mantendo nos últimos dez anos. Mas estamos trabalhando no sentido de reconquistar o jornalista e ampliar os serviços oferecidos a eles."
Mercado
"Brasília tem oito faculdades de jornalismo que formam por ano cerca de 250 a 300 jornalistas. Então, é um contingente enorme que está aí procurando emprego e fazendo concurso público, assessoria de imprensa e concorrendo no mercado privado. Brasília é uma cidade privilegiada nesse sentido. O mercado de trabalho aqui é mais generoso que os outros. Por quê? Oferece serviço público federal e estadual, oferece serviço para o setor privado, rádio, jornal, televisão, revista locais e nacionais que funcionam aqui. Há, portanto, um mercado bem diversificado. Também tem o terceiro setor, as ONGs e, além disso, os autônomos. É claro que as grandes capitais também têm disso, mas o fato de aqui estar a sede do governo federal e do estadual amplifica as possibilidades de trabalho. A comunicação social do DF atende a todos os setores da sociedade. Tem dificuldades, tem. Você tem que disputar o mercado, tem que ter alguma qualidade técnica para ter um bom emprego e tem também que conhecer o mercado."






