Roberto Saviano aponta Itália e Colômbia como aliadas no tráfico de cocaína
O jornalista italiano Roberto Saviano, ameaçado de mortes desde que revelou os segredos do grupo mafioso Camorra, afirmou no último domingo (2/8) que a associação entre a máfia italiana e a colombiana tem mais de 50 anos de história.
Atualizado em 04/08/2015 às 15:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
ameaçado de mortes desde que revelou os segredos do grupo mafioso Camorra, afirmou no último domingo (2/8) que a associação entre a máfia italiana e a colombiana tem mais de 50 anos de história. Em uma entrevista à revista Semana, Saviano disse que os vínculos entre as máfias nunca foram quebrados e que elas são unidas mesmo com o passar do tempo. Para o jornalista, a criminalidade colombiana sobrevive por causa da relação com a Itália. “Não é por acaso que muitos italianos se refugiam na Colômbia. As Farc, mesmo sem nunca ter tido relação direta com a máfia italiana, se beneficiaram dela”, afirmou.
A ligação de longa data entre os grupos, incluindo a época e que Pablo Escobar comandou o cartel colombiano, também já foi confirmada pelas autoridades locais. No ano passado, Roberto Panuzzi foi preso em Bogotá acusado de ser o homem que estabeleceu contato entre Escobar e os mafiosos de seus país para levar cocaína até a Europa.
Porém, Saviano revela que o responsável pelo contato foi Salvatore Mancuso. O escritor alega ainda que a Autodefesa Unida da Colômbia (AUC) vendia drogas para presos na região italiana da Calábria mediante compromissos de palavra.
“A estrutura da máfia e do narco-capitalismo não podem ser contadas apenas pelos dois países citados. Investigar globalmente significa encontrar que este não é um problema local de Bogotá ou Caracas, mas sim do planeta”, finalizou.
A ligação de longa data entre os grupos, incluindo a época e que Pablo Escobar comandou o cartel colombiano, também já foi confirmada pelas autoridades locais. No ano passado, Roberto Panuzzi foi preso em Bogotá acusado de ser o homem que estabeleceu contato entre Escobar e os mafiosos de seus país para levar cocaína até a Europa.
Porém, Saviano revela que o responsável pelo contato foi Salvatore Mancuso. O escritor alega ainda que a Autodefesa Unida da Colômbia (AUC) vendia drogas para presos na região italiana da Calábria mediante compromissos de palavra.
“A estrutura da máfia e do narco-capitalismo não podem ser contadas apenas pelos dois países citados. Investigar globalmente significa encontrar que este não é um problema local de Bogotá ou Caracas, mas sim do planeta”, finalizou.





