Roberto Carlos afirma que escritor não pode ser dono da história do biografado
Roberto Carlos declarou ser a favor das biografias desde que o artista retratado tenha participação nas negociações que envolvem o projeto.
Atualizado em 30/04/2014 às 16:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Após a polêmica sobre as biografias não autorizadas, o cantor Roberto Carlos declarou ser a favor das publicações, desde que o artista retratado na obra tenha participação nos ganhos do projeto. "Eu só não concordo que o biógrafo seja o dono da história do biografado, acho que é uma coisa errada, absurda”, afirmou.
Crédito:Divulgação Para cantor, autor deve dividir lucros com o biografado
De acordo com o UOL, na última terça-feira (29/4), durante o lançamento de sua fotobiografia, o compositor manteve a posição que havia expressado em entrevista ao “Fantástico”, em outubro de 2013. "Hoje o biógrafo escreve a história de alguém e o biografado não tem direito às negociações quando o livro está pronto. Eles negociam o livro sem nenhuma participação do biografado. O biografado é o dono da história, o biógrafo narra a historia que é de outro", disse.
Roberto é um dos fundadores do movimento Procure Saber, que exige autorização prévia para as biografias. No entanto, ele acabou se distanciando de artistas que tinham a mesma opinião, como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Na época, a atitude dos integrantes do grupo chegou a ser considerada como censura.
"A minha história é minha, eu vivo, eu escrevi com a minha vida. E o biógrafo vai narrar essa história que eu escrevi? O biógrafo pode fazer isso, desde que ele não me ofenda e nem diga mentiras. Quando livro está pronto, na hora que ele vai negociar um filme, por exemplo, ele tem que perguntar para mim ou pelo menos tenho que participar disso. O direito comercial é meu e não do biógrafo. Ele tem direito dos royalties pelas vendas do livro, mas nas negociações a gente tem que combinar, tem que negociar", defende.
O início do debate surgiu em torno do projeto de lei que prevê a modificação do artigo 20 do Código Civil, em que se determina autorização prévia para a divulgação de imagens, escritos e informações biográficas. Em tramitação há três anos, a proposta foi novamente adiada e a decisão deve ficar para os próximos dias. Segundo o deputado Newton Lima (PT-SP), autor do texto, os trabalhos que retratam a vida pública de uma personalidade devem ser publicados.
"Todos nós temos o direito à privacidade e à intimidade, mas as pessoas públicas têm esses direitos relativizados em razão do interesse coletivo sobre a vida de quem, de alguma forma, faz parte da história do país", declarou o parlamentar.
A fotobiografia autorizada de Roberto Carlos foi produzida em edição limitada de três mil exemplares, no valor de R$ 4,5 mil cada.
Crédito:Divulgação Para cantor, autor deve dividir lucros com o biografado
De acordo com o UOL, na última terça-feira (29/4), durante o lançamento de sua fotobiografia, o compositor manteve a posição que havia expressado em entrevista ao “Fantástico”, em outubro de 2013. "Hoje o biógrafo escreve a história de alguém e o biografado não tem direito às negociações quando o livro está pronto. Eles negociam o livro sem nenhuma participação do biografado. O biografado é o dono da história, o biógrafo narra a historia que é de outro", disse.
Roberto é um dos fundadores do movimento Procure Saber, que exige autorização prévia para as biografias. No entanto, ele acabou se distanciando de artistas que tinham a mesma opinião, como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Na época, a atitude dos integrantes do grupo chegou a ser considerada como censura.
"A minha história é minha, eu vivo, eu escrevi com a minha vida. E o biógrafo vai narrar essa história que eu escrevi? O biógrafo pode fazer isso, desde que ele não me ofenda e nem diga mentiras. Quando livro está pronto, na hora que ele vai negociar um filme, por exemplo, ele tem que perguntar para mim ou pelo menos tenho que participar disso. O direito comercial é meu e não do biógrafo. Ele tem direito dos royalties pelas vendas do livro, mas nas negociações a gente tem que combinar, tem que negociar", defende.
O início do debate surgiu em torno do projeto de lei que prevê a modificação do artigo 20 do Código Civil, em que se determina autorização prévia para a divulgação de imagens, escritos e informações biográficas. Em tramitação há três anos, a proposta foi novamente adiada e a decisão deve ficar para os próximos dias. Segundo o deputado Newton Lima (PT-SP), autor do texto, os trabalhos que retratam a vida pública de uma personalidade devem ser publicados.
"Todos nós temos o direito à privacidade e à intimidade, mas as pessoas públicas têm esses direitos relativizados em razão do interesse coletivo sobre a vida de quem, de alguma forma, faz parte da história do país", declarou o parlamentar.
A fotobiografia autorizada de Roberto Carlos foi produzida em edição limitada de três mil exemplares, no valor de R$ 4,5 mil cada.





