Ricardo Melo e participantes de audiência pública defendem a EBC

Em audiência pública das Comissões de Cultura, de Legislação Participativa e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, realizada na última t

Atualizado em 22/06/2016 às 11:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Em audiência pública das Comissões de Cultura, de Legislação Participativa e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara realizada na última terça-feira (21/6), o diretor-presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), , destacou que sua temporária exoneração do cargo foi como um "ato institucional”, em referência ao instrumento usado na ditadura militar para fixar decisões.
Crédito:Valter Campanato/Agência Brasil Ricardo Melo defendeu a manutenção da TV Brasil
De acordo com a Agência Câmara, o evento foi promovido para discutir as regras de escolha do diretor-presidente da empresa. Melo questionou argumentos de que a TV Brasil, uma das emissoras controladas pela empresa, é governista e rebateu a defesa do fim do canal por suposta baixa audiência.
O diretor-presidente ressaltou que a TV tem audiência maior do que a divulgada oficialmente. “Onde o índio, o coletivo de mulheres, os LGBTs, o movimento sem teto e outros teriam espaço? É isso que irrita o governo que está aí. É um ataque político à democracia”, perguntou.
Melo reconheceu deficiências na administração da EBC, como confusão entre o estatal e o público, ampliação da rede e falhas de sinal, porém, afirmou que a solução deve vir de decisões internas, tomadas ao lado de instâncias de controle público, como a ouvidoria e o conselho de ética.
“A comunicação pública é um desafio recente, de 8 anos, e requer um trabalho de formiguinha para trazer a sociedade para o modelo de comunicação plural e inclusiva, sem seguir as regras de mercado”, completou.
O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e a Federação Nacional dos Jornalistas também defenderam a EBC. Jonas Valente, coordenador do Sindicato, afirmou que existem posições distintas entre os funcionários, mas que as críticas à gestão não podem virar motivo para fechar a empresa.
Segundo a Agência Brasil, a presidente do Conselho Curador da EBC, Rita Freire, destacou que não pode haver mudanças nos instrumentos que garantem a autonomia da EBC. Ela lembrou que a mídia pública, em alguma ocasião, necessitará abordar assuntos que não são de interesse do governo.
Já o deputado Julio Lopes (PP-RJ) criticou a emissora e falou sobre a falta de audiência da TV Brasil. “O que o governo Temer pretende é dar um novo momento ao Brasil, o que inclui rever as precárias condições de operação do sistema da EBC”. O deputado Arthur Maia (PPS-BA) afirmou que a empresa não atende ao preceito da competência, e a TV Brasil tornou-se ideológica e partidária.