Revistas internas podem - e devem - ser mais atraentes
Revistas internas podem - e devem - ser mais atraentes
Atualizado em 02/09/2010 às 17:09, por
Lucia Faria.
Muitas empresas sonham em ter seu próprio canal de comunicação. O melhor dos mundos, na visão de muitas, é imprimir esse conteúdo em papel. Há pouco tempo, no entanto, tive acesso a diversas revistas voltadas a público interno, fornecedores e também ao consumidor final. Não gostei muito do que encontrei, confesso. Uma mesmice de dar sono.
Minha primeira crítica é em relação à falta de criatividade das pautas. Tudo igual. Fácil falar, eu sei. Duro é convencer a diretoria de que os funcionários querem conteúdos mais atraentes, matérias gostosas de ler com a família, fotos bem tiradas. Aliás, por que as empresas acham que é preciso contemplar todo mundo nas fotos? Com o avanço das máquinas digitais, cada vez mais potentes e menores, a qualidade dos fotógrafos foi para o espaço. Qualquer um acha que tem condições de registrar os eventos corporativos e colocar aquela imagem mal feita na revista interna. Eu mesma já fui obrigada a fazer isso, pois o cliente queria inserir a maldita foto de qualquer jeito. Show de horrores, com péssima iluminação e um monte de cabeças desconhecidas. Não adiantou bater o pé. O sapato dele era maior do que o meu.
Os textos continuam longos, um mal que nós, jornalistas, temos de aprender a cortar pela raiz. Há publicações em que extensas matérias fazem parte do seu perfil, como a fantástica Piauí, mas não creio que seja o caso de muitas publicações corporativas.
Agora vamos aos custos. Pelo que percebi, as publicações de boa qualidade saem por um valor médio de R$ 10 o exemplar. Não é pouco. Claro que verifiquei valores menores e maiores, estou só na média. A impressão representa boa parte da verba, uma vez que a produção do conteúdo e arte são valores bem compatíveis. Portanto, se uma empresa gasta (ou investe) R$ 70 mil para fazer uma revista com 10 mil exemplares de tiragem, suas 52 páginas precisam ser essenciais para quem a recebe. As mensagens não podem ir para o lixo sem relevância para o funcionário, fornecedor ou qualquer outro público. Sustentabilidade passa por aí também.
Minha primeira crítica é em relação à falta de criatividade das pautas. Tudo igual. Fácil falar, eu sei. Duro é convencer a diretoria de que os funcionários querem conteúdos mais atraentes, matérias gostosas de ler com a família, fotos bem tiradas. Aliás, por que as empresas acham que é preciso contemplar todo mundo nas fotos? Com o avanço das máquinas digitais, cada vez mais potentes e menores, a qualidade dos fotógrafos foi para o espaço. Qualquer um acha que tem condições de registrar os eventos corporativos e colocar aquela imagem mal feita na revista interna. Eu mesma já fui obrigada a fazer isso, pois o cliente queria inserir a maldita foto de qualquer jeito. Show de horrores, com péssima iluminação e um monte de cabeças desconhecidas. Não adiantou bater o pé. O sapato dele era maior do que o meu.
Os textos continuam longos, um mal que nós, jornalistas, temos de aprender a cortar pela raiz. Há publicações em que extensas matérias fazem parte do seu perfil, como a fantástica Piauí, mas não creio que seja o caso de muitas publicações corporativas.
Agora vamos aos custos. Pelo que percebi, as publicações de boa qualidade saem por um valor médio de R$ 10 o exemplar. Não é pouco. Claro que verifiquei valores menores e maiores, estou só na média. A impressão representa boa parte da verba, uma vez que a produção do conteúdo e arte são valores bem compatíveis. Portanto, se uma empresa gasta (ou investe) R$ 70 mil para fazer uma revista com 10 mil exemplares de tiragem, suas 52 páginas precisam ser essenciais para quem a recebe. As mensagens não podem ir para o lixo sem relevância para o funcionário, fornecedor ou qualquer outro público. Sustentabilidade passa por aí também.





