Revistas devem pensar o mobile primeiro, diz Frederic Kachar em evento da Aner
Presidente da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), diretor-geral da Editora Globo e Infoglobo e mestre de cerimônias "be
Atualizado em 24/11/2015 às 15:11, por
Jéssica Oliveira.
Presidente da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), diretor-geral da Editora Globo e Infoglobo e mestre de cerimônias "bem pago". Foi fazendo graça com as multifunções que Frederic Kashar abriu o 9º Fórum Aner de revistas 2015 na última segunda-feira (23/11), em São Paulo (SP).
Segundo ele, a brincadeira foi para dar ideia da situação da indústria e do mercado de revistas. "Também entrevistador, apresentador... vou descobrindo novas funções. [...] Não fazia parte do meu cachê dar informações de utilidade pública, mas a senha do wi fi é...", comentou ao longo de sua fala, levando a plateia aos risos.
Brincadeiras à parte, na abertura do evento Kashar apresentou alguns pontos debatidos no congresso mundial Fipp (Worldwide Magazine Media Association), realizado em outubro deste ano, em Toronto, no Canadá. Segundo ele, a principal conclusão foi sobre a força que os celulares ganharam e como isso muda o cenário para as publicações.
Kashar mencionou que de 7,2 bi de pessoas no planeta, 6,1 bi delas têm um celular, e olham em média de 150 olhadas por dia. Comparando o atual evento ao último, quando o "digital first" foi a tendência destacada, ele disse que o jogo mudou e hoje é preciso pensar e investir em sites com o olhar do "mobile first".
"Focar nas funcionalidades que o smartphone pode oferecer, utilizar as ferramentas do telefone para incrementar o conteúdo e dali desdobrar o resto. [...] A projeção é que em 2016 a publicidade entregue em dispositivos móveis represente 51% dos investimentos", afirmou.
Da Fipp, ele também ressaltou itens chamados de "mapa da mina". Os principais seriam investir em big data para conhecer o consumidor e aproveitar essa informação, investir em pessoas com DNA digital e criar uma cultura de co-criação.
E comentou que no evento houve um "consenso" de que o dinheiro vindo do leitor é mais previsível do que o vindo dos anunciantes. Por isso, seria preciso investir em novas formas de gerar recursos, como projetos especiais e eventos. "Em mais da metade dos paineis se falou da necessidade de reduzir a dependência da publicidade convencional", emendou.
Por fim, Kashar comparou brevemente a publicidade em revistas dos Estados Unidos com as do Brasil, no período de 2007 a 2015. No mercado americano, depois de três anos de queda de 15% ao ano houve uma estabilidade com queda de 1,5%. No caso do Brasil, a queda dos últimos quatro anos tem sido em média de 15,5% e ele acredita que falta pouco para estabilizar. No entanto, o executivo lembrou que ainda há um duro caminho, dada a crise macroeconômica que o país enfrenta. "Acredito que se não em 2016, em 2017 vamos estabilizar. Tenho certeza que no próximo fórum teremos melhores notícias", finalizou.
Segundo ele, a brincadeira foi para dar ideia da situação da indústria e do mercado de revistas. "Também entrevistador, apresentador... vou descobrindo novas funções. [...] Não fazia parte do meu cachê dar informações de utilidade pública, mas a senha do wi fi é...", comentou ao longo de sua fala, levando a plateia aos risos.
Brincadeiras à parte, na abertura do evento Kashar apresentou alguns pontos debatidos no congresso mundial Fipp (Worldwide Magazine Media Association), realizado em outubro deste ano, em Toronto, no Canadá. Segundo ele, a principal conclusão foi sobre a força que os celulares ganharam e como isso muda o cenário para as publicações.
Kashar mencionou que de 7,2 bi de pessoas no planeta, 6,1 bi delas têm um celular, e olham em média de 150 olhadas por dia. Comparando o atual evento ao último, quando o "digital first" foi a tendência destacada, ele disse que o jogo mudou e hoje é preciso pensar e investir em sites com o olhar do "mobile first".
"Focar nas funcionalidades que o smartphone pode oferecer, utilizar as ferramentas do telefone para incrementar o conteúdo e dali desdobrar o resto. [...] A projeção é que em 2016 a publicidade entregue em dispositivos móveis represente 51% dos investimentos", afirmou.
Da Fipp, ele também ressaltou itens chamados de "mapa da mina". Os principais seriam investir em big data para conhecer o consumidor e aproveitar essa informação, investir em pessoas com DNA digital e criar uma cultura de co-criação.
E comentou que no evento houve um "consenso" de que o dinheiro vindo do leitor é mais previsível do que o vindo dos anunciantes. Por isso, seria preciso investir em novas formas de gerar recursos, como projetos especiais e eventos. "Em mais da metade dos paineis se falou da necessidade de reduzir a dependência da publicidade convencional", emendou.
Por fim, Kashar comparou brevemente a publicidade em revistas dos Estados Unidos com as do Brasil, no período de 2007 a 2015. No mercado americano, depois de três anos de queda de 15% ao ano houve uma estabilidade com queda de 1,5%. No caso do Brasil, a queda dos últimos quatro anos tem sido em média de 15,5% e ele acredita que falta pouco para estabilizar. No entanto, o executivo lembrou que ainda há um duro caminho, dada a crise macroeconômica que o país enfrenta. "Acredito que se não em 2016, em 2017 vamos estabilizar. Tenho certeza que no próximo fórum teremos melhores notícias", finalizou.






