Revista piauí lança blog sobre ciência e convida cientistas para o debate

Revista piauí lança blog sobre ciência e convida cientistas para o debate

Atualizado em 14/03/2011 às 17:03, por Luiz Gustavo Pacete/Redação Revista IMPRENSA.

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Bernardo Esteves
Na última semana, a revista piauí lançou três novos blogs contemplando os temas música, gastronomia e ciência. Este último foi batizado de "Questões de Ciência" e é produzido pelo jornalista Bernardo Esteves, repórter da publicação e mestre em história da ciência pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Esteves cobre o tema desde 1997 e foi editor do portal Ciência Hoje.

Segundo o jornalista, o objetivo da nova plataforma é dialogar com cientistas para debater atualidades na área e levar informações de forma acessível ao público. Além de cobrir os bastidores do mundo da ciência e analisar a cobertura feita pela imprensa.

O repórter disse ao Portal Imprensa que a cobertura na grande mídia sobre o assunto é muito focada em resultados de pesquisa, o que acaba reduzindo o rico universo da ciência a um formato limitado. "A ideia é falar de uma forma acessível, e usar outra ponta da comunicação, além de somente termos o viés da pesquisa publicada", diz.

Para Bernardes o momento é de um conhecimento na área cada vez mais compartimentado, que acaba dificultando a especialização por parte dos jornalistas. "Com a realidade das nossas redações você tem uma dificuldade em mergulhar no assunto. Por isso, é natural que se busque ainda mais a ajuda de especialistas". Para ele, uma boa cobertura sobre ciência tem muito a ver com uma das premissas do jornalismo: mostrar de que maneira o assunto mexe com a vida do leitor.

Em meio à discussão da cobertura dos veículos sobre ciência o jornalista aponta que o que é falado sobre o tema na imprensa ainda não chegou a um ponto ideal. "Se nós compararmos hoje com dez ou quinze anos atrás temos um grupo competente de repórteres especializados em ciência".

Ele também dá exemplos de outros países na cobertura de ciência, como Inglaterra, que possui publicações especializadas e segmentadas por editorias. "O grau de segmentação é absurdo, você tem revista cientifica com foco em genética, em astronomia e em publicações de outras áreas".

Apesar de possuir o título de mestre, Esteves aponta que isso não é importante para ser recebido pelas fontes nesta área, o que vale é ter interesse em estudar o assunto. "Já na entrevista a fonte vai perceber o grau de conhecimento do repórter", lembra.

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