Revista opositora ao governo do Equador sai de circulação após nova lei de mídia

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) afirmou, no último domingo (30/6), que a revista Vanguardia en Ecuador, crítica ao governo de R

Atualizado em 01/07/2013 às 10:07, por Redação Portal IMPRENSA.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) afirmou, no último domingo (30/6), que a revista Vanguardia en Ecuador , crítica ao governo de Rafael Correa, tornou-se a primeira vítima da polêmica lei de imprensa aprovada no país, apelidada de “mordaça”. Nesta segunda-feira (1/7), entra em circulação a última edição do veículo.

Crédito:Reprodução Revista vai deixar de circular após nova regulação da mídia no Equador
Segundo o La Nación , na última sexta-feira (28/6) os diretores da Vanguardia disseram que não irão tolerar “que o governo possa determinar quais são os temas que a revista deva tratar” nem que “a liberdade de informação seja supervisionada e fiscalizada por um superintendente nomeado pelo presidente”.

Em comunicado, a SIP declarou que, com a nova lei, a Vanguardia , ”que há mais de sete anos desenvolvia reportagens investigativas sobre temas da atualidade, simplesmente foi desabilitada a fazer o seu trabalho”.

Para a entidade, a lei autoriza o governo a supervisionar, fiscalizar e punir a imprensa que foge da linha oficial. De acordo com os diretores da revista, cumprir com estas disposições “seria indigno” e contrário aos seus valores.

O presidente do Equador, por sua vez, disse que o encerramento da revista ocorreu devido a problemas econômicos, e não a limites impostos ao trabalho jornalístico pela nova lei. “[ Vanguardia ] está fechando e mentindo. Faz um tempo que eles não pagam os trabalhadores, estavam atrasados com o IESS (Instituto Equatoriano de Segurança Social)", disse Correa.

Claudio Paolillo, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, lamentou o fechamento da revista e assinalou o governo como responsável. Paolillo lembrou que, antes da promulgação da lei, " Vanguardia tinha sido vítima de ataque contínuo por confisco de equipamentos, acessórios, roubo, multas desproporcionais, assédio burocrático e destruição de arquivos".