Revista Nossa História traz tudo sobre campanha da FEB em dossiê completo

Revista Nossa História traz tudo sobre campanha da FEB em dossiê completo

Atualizado em 06/01/2005 às 12:01, por Rachel Zaroni.

Todos os detalhes sobre a atuação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial: as origens, o drama nas trincheiras da Itália, as batalhas contra os nazistas, o difícil regresso à pátria.

A Força Expedicionária Brasileira (FEB) é o tema central da primeira edição de 2005 de Nossa História. O objetivo não é fabricar exagerados triunfos heróicos, mas sim contar imparcialmente um assunto ainda controverso, com a ajuda de especialistas e testemunhas. O general Aureliano Moura, por exemplo, descreve em seu artigo “A luta antes da Guerra” as origens da FEB. Como o Brasil sofreu para transformar rapidamente um exército obsoleto em uma força apta a enfrentar uma guerra na Europa. Já o autor Luís Felipe da Silva Neves, do artigo “E a cobra fumou”, mostra o difícil processo enfrentado por nosso exército para ganhar credibilidade, mesmo nos meios militares, e demonstrar competência diante da temida tropa alemã.
A matéria “ A tarefa rotineira de matar” deixa de lado a visão cômica sobre a participação brasileira na guerra para descrever cruamente os horrores vividos por nossos pracinhas no front: as batalhas em si, as baixíssimas temperaturas, as precárias condições de higiene e os problemas psicológicos surgidos diante o confronto com a morte. Já “A vida longe do front” conta quais foram os efeitos da guerra no Rio de Janeiro, então capital da República.
O dossiê traz ainda o artigo “A guerra em tempo de paz”, um triste relato sobre as injustiças e o descaso que os pracinhas tiveram de enfrentar para retomar suas vidas no Brasil após a guerra e um mapa de Mascarenhas de Moraes, comandante da FEB, esquematizando todas as batalhas do nosso exército na Itália.

Além do dossiê, Nossa História traz outros temas interessantes. Sandra Pesavento escreve, em “À força das armas”, sobre outro conflito brasileiro, dessa vez da época do Império: a Revolução Farroupilha. Já o inusitado e divertido artigo “O imperador na terra dos faraós” revela reflexões íntimas de D. Pedro II em sua segunda viagem ao Egito. Em seu diário de bordo, o governante fala sobre os mistérios daquele país, faz referência a problemas comuns ao Brasil e demonstra saudades da condessa de Barral.
Outros destaques de Nossa História de janeiro são a seção Viagens à Memória Brasileira que mostra o belíssimo Museu do Ipiranga, em São Paulo, e a entrevista com o historiador Boris Fausto. Co-autor do recém-lançado livro Brasil e Argentina- Um Ensaio de História Comparada, ele enfoca a relação de parceria e rivalidade entre os dois países e as diferenças nos processos de colonização, independência e redemocratização de cada um. Segundo Fausto, “a Argentina é um país branco do século XIX” e “o processo de redemocratização brasileiro foi muito mais positivo, enquanto que o argentino segue um tanto atropelado até hoje”.
A edição de janeiro traz ainda os artigos “Espetáculos a céu aberto”, sobre como o teatro foi uma ferramenta para os jesuítas na tarefa de educar e evangelizar, e “Escravos das águas”, que conta como mares e rios, tão vitais para o nosso desenvolvimento econômico e social , também foram a causa da escravização de trabalhadores durante três séculos.
A seção Ensino fica por conta do artigo “Entre a palmatória e a moral”, que trata dos castigos físicos dentro das escolas. O autor Daniel Lemos descreve o lento processo de debates entre educadores, médicos e pais para acabar com a violenta prática. Já Olhares analisa a obra “ A Recuperação da Bahia de Todos os Santos”, do pintor espanhol Juan Bautista Mayno, realizada entre os anos de 1634 e 1635 para ornar o Palácio do Bom Retiro, nos arredores de Madri.

O artigo de Quem desse mês traça o perfil de D. Luís, filho da princesa Isabel, que tenta voltar ao país buscando restaurar a monarquia, enquanto Letras e Escritas traz o artigo “O panfletário Lima Barreto”. Através das páginas da imprensa do início do século XIX, o polêmico jornalista e escritor defendia a Revolução Russa, o divórcio, os anarquistas e as mulheres e disparava sua ira contra a voracidade dos políticos.

Nossa História

Criada para desempenhar um papel importante na difusão da história nacional, Nossa História é a primeira revista do país dedicada à historiografia do Brasil. Editada pela Vera Cruz, em parceria com o Conselho de Pesquisa da Biblioteca Nacional, a revista aborda temas que marcaram a formação do Brasil nos últimos 500 anos. A revista mensal circula nacionalmente, com tiragem de 80 mil exemplares, e pode ser encontrada em mais de 15 mil bancas espalhadas pelas principais cidades brasileiras.
A maior parte do conteúdo da revista é produzido por colaboradores – historiadores, mestres, doutores e pesquisadores sem formação acadêmica específica – renovados a cada edição. A publicação conta ainda com seções fixas produzidas pela redação. A supervisão de conteúdo fica a cargo de um conselho editorial, composto por importantes nomes da historiografia brasileira.

Serviço:

Revista Nossa História
Editora Vera Cruz
Preço: R$ 7,80
Tiragem: 80 mil exemplares
Periodicidade: mensal
Circulação nacional
Site: www.nossahistoria.net