Revista Nossa História denuncia problema da seca no Brasil
Revista Nossa História denuncia problema da seca no Brasil
Edição de abril traz temas polêmicos: a questão da seca nordestina desde os tempos da colônia, o projeto de transposição de águas do Rio São Francisco e os mitos sobre a Inconfidência Mineira.
Controvérsia é o que não falta na edição de abril de Nossa História. Começando com o artigo "Drama antigo", de Marco Antonio Villa, que mostra o sofrimento dos sertanejos nordestinos com a seca desde os tempos da colônia e as soluções que já foram sugeridas, como a inusitada proposta, datada de 1859, de importar camelos para irrigar as terras semi-áridas. A sugestão atual, de transpor as águas do Rio São Francisco, também não poderia ficar de fora da revista. O polêmico projeto da transposição é explicado com riqueza de detalhes, logo após o artigo "Velho Chico", de Vanessa Maria Brasil, que aborda a tradição cultural e histórica do São Francisco, o grande símbolo da unidade nordestina.
E como abril é o mês da Inconfidência Mineira, Nossa História também dá destaque ao tema. Em seu artigo "Revolução de ricos", o especialista no assunto, Kenneth Maxwell, desmistifica a idéia romantizada do movimento. Segundo ele, para um grupo de conspiradores abastados e em débito com a Coroa, fazer uma revolução em Minas Gerais não tinha nada de heróico, era apenas a melhor forma de proteger sua fortuna. Ainda sobre a Inconfidência, o artigo "Memória da Conspiração", de Sonia Sant'Anna, revela personagens marcantes do movimento e a seção "Nosso Historiador" traz texto de José Murilo de Carvalho sobre o assunto .
Falando sobre polêmica, Nossa História levanta a primeira de todas elas: afinal, o descobrimento do Brasil foi intencional ou obra do acaso? O artigo de Joaquim Romero de Magalhães, ao contrário de muitos historiadores, defende a casualidade da descoberta, enquanto Max Justo Guedes reforça a idéia de que os portugueses sabiam que existia terra do outro lado do Atlântico sim.
A questão agrária, a migração e o fundamentalismo religioso, outros temas bastante discutidos na atualidade, são levantados na entrevista de Dom Pedro Casaldáliga, que afirma: "Precisamos de uma 'glocalização'". O catalão, bispo da prelazia de São Félix do Araguaia, também relembra as dificuldades de sua trajetória no Brasil. Segundo ele, ao chegar ao Mato Grosso, ouviu coisas como "A lei aqui é o 38". E, durante a ditadura, os militares tentaram expulsá-lo do país, mas foram impedidos pelo Papa Paulo VI, que avisou: "tocar em Pedro é tocar em Paulo".
Entre os demais destaques da edição de abril está também "O integralismo faz tricô", capítulo transcrito do livro "A feijoada que derrubou o governo", do jornalista veterano Joel Silveira. O artigo faz uma análise mordaz da ascensão e queda do movimento integralista no Brasil, criado na década de 30 por Plínio Salgado e Gustavo Barroso, baseado na experiência do nazi-fascismo. Nossa História não pára por aí e traz muitos outros temas interessantes. Em "Delícias Goianas", Sônia Maria de Magalhães conta as origens da rica culinária de Goiás. "Gangues do Rio", escrito por Christopher Burden, trata dos mercenários irlandeses que espalharam o terror na capital do Império, em 1828, enquanto "Os Feiticeiros", artigo de Daniela Calainho, mostra como os escravos recriaram no Brasil sua religiosidade africana, para sobreviverem às agruras do cativeiro.
A seção "Olhares" deste mês faz uma análise de "Floresta Brasileira", tela de Araújo Porto-Alegre; "Quem" traça o perfil do gaúcho Pinheiro Machado; "Letras e escritas" aborda historicamente a obra de Machado de Assis; "Viagens à memória brasileira" visita em Belo Horizonte o Museu Histórico Abílio Barreto, que preserva as lembranças da capital mineira, e a seção "Ensino" mostra o projeto do Museu Histórico de Santa Catarina, que utiliza teatro, quadrinhos e música para ensinar (e encantar) as crianças.
Nossa História
Criada para desempenhar um papel importante na difusão da história nacional, Nossa História é a primeira revista do país dedicada à historiografia do Brasil. Editada pela Vera Cruz, em parceria com o Conselho de Pesquisa da Biblioteca Nacional, a revista aborda temas que marcaram a formação do Brasil nos últimos 500 anos. A revista mensal circula nacionalmente, com tiragem de 80 mil exemplares, e pode ser encontrada em mais de 15 mil bancas espalhadas pelas principais cidades brasileiras.
A maior parte do conteúdo da revista é produzido por colaboradores - historiadores, mestres, doutores e pesquisadores sem formação acadêmica específica - renovados a cada edição. A publicação conta ainda com seções fixas produzidas pela redação. A supervisão de conteúdo fica a cargo de um conselho editorial, composto por importantes nomes da historiografia brasileira.
Serviço:
Revista Nossa História
Editora Vera Cruz
Preço: R$ 7,80
Tiragem: 80 mil exemplares
Periodicidade: mensal
Circulação nacional
Site: www.nossahistoria.net
Contato: Editora Vera Cruz
Rachel Zaroni - assessora de imprensa : rachel@nossahistoria.net
Tel: (11) 3283-2631
Fax: (11) 3266-3426






