Revista Movimento: dos anos de chumbo aos anos de Lula

Revista Movimento: dos anos de chumbo aos anos de Lula

Atualizado em 12/11/2004 às 19:11, por Redação Portal Imprensa.

Corria o efervescente ano de 1962, quando um grupo de jovens promessas da cena cultural brasileira se reuniu em torno de um ousado projeto editorial: criar uma revista nacional alternativa, independente e produzida pelo e para o movimento estudantil. Sob as asas do Centro Popular de Cultura (CPC), braço cultural da União Nacional dos Estudantes, um time de talentos em ascensão, liderados por Cacá Diegues, Arnaldo Jabor, Ferreira Goulart e Augusto Boal lançou a revista Movimento. Apesar do sucesso, a vida da revista foi curta. Uma vez instalado o governo militar pós-golpe de 1964, a UNE foi um dos primeiros alvos da truculência militar.

Passados 35 anos de seu brusco fim, em 2001, Movimento voltou a circular. Depois do relançamento, a revista da UNE ganhou papel couchê de primeira e uma nova cara – mais política e menos cultural. A circulação, contudo, ainda era precária. No ano seguinte, outra novidade. Graças a uma parceria entre UNE e Editora Três, que publica IstoÉ, a revista dos estudantes passou a ser impressa sem custo de gráfica – sendo o restante da produção financiado com recursos provenientes da carteira de identificação estudantil.

Em 2005, a revista que nasceu alternativa deve chegar, finalmente, ás bancas (até então ela distribuída nas Universidades). E com outra periodicidade – bimestral e tiragem de 50 exemplares.