Revista Veja não terá que indenizar amigo de José Dirceu
Revista Veja não terá que indenizar amigo de José Dirceu
Revista Veja não terá que indenizar amigo de José Dirceu
Em decisão da 3ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, a Justiça inocentou a revista Veja no processo movido por Roberto Marques, amigo e ajudante do ex-ministro José Dirceu - que se sentiu ofendido por reportagens publicadas no período do escândalo do mensalão, nas edições de 3, 10 e 24 de agosto de 2005 da revista, e por isso pedia uma indenização no valor de R$ 100 mil.
Uma das reportagens de que Marques reclamou relatava um saque de R$ 50 mil no Banco Rural, por ordem da empresa do publicitário Marcos Valério. Em outro texto, a revista afirmou que ele carregou "fotos de Fidel Castro" e "cuecas do José Dirceu" e também o chamou de "cão de guarda" do ex-ministro.
O juiz Manoel Luiz Ribeiro julgou improcedente a ação movida por Marques por considerar os documentos que se encontram nos autos uma evidência de que não houve interesse de injúrias, difamação ou calúnia. Segundo o juiz, a primeira reportagem apenas menciona, através de fax descoberto pela Polícia Federal, que Marques seria uma das pessoas autorizadas a sacar dinheiro das contas de Marcos Valério. O juiz ressaltou ainda que a reportagem estava "baseada em informações prestadas por deputados e prováveis fontes não reveladas, mas que o desenrolar dos fatos acabou por demonstrar a seriedade da notícia, constante de relatórios da CPMI e de outras notícias veiculadas na imprensa escrita e falada".
Os advogados Alexandre Fidalgo e Cynthia Romano, do escritório Lourival J. Santos Advogados, que representa a Editora Abril, afirmaram que a matéria publicada não diz que Marques efetuou o saque, mas relata que a autorização estava no nome dele, conforme documento descoberto pela PF. O texto deixaria claro também que os saques foram feitos por Luiz Carlos Mazano.
Entre os argumentos apresentados, os advogados explicam que a alusão ao desenho animado "Bob Esponja", metaforicamente utilizada, decorre da comparação do autor com a figura do desenho animado, retratando a inocência ao acreditar no fato do ex-ministro não possuir qualquer envolvimento com o escândalo do mensalão.






