Revista Confidencial tem sede invadida e equipamentos levados por policiais na Nicarágua

A revista Confidencial foi vítima da repressão do governo da Nicarágua. De acordo com a publicação, na noite de quinta-feira (13), a redaçãofoi invadida e teve equipamentos de informática e documentos levados por agentes da Polícia Nacional.

Atualizado em 17/12/2018 às 14:12, por Redação Portal IMPRENSA.


Em sua conta no Twitter, o editor Carlos Fernando Chamorro, acusou as autoridades pela ação. "Eu denuncio o ditador Daniel Ortega, chefe supremo da Polícia Nacional, como responsável pela invasão policial contra as redações de Confidencial, Esta Semana e Esta Noche", postou, fazendo referência aos dois programas de televisão produzidos pela rede.

Crédito:Reprodução/Twitter

Em entrevista ao jornal espanhol EL Diario, Chamorro declarou: "Perderam a batalha pela verdade e agora querem esmagar aos meios independentes", referindo-se ao governo do presidente Daniel Ortega. A Nicarágua vive uma situação de forte repressão às liberdades sociais e de imprensa. "O pior não é o assalta à redação, o pior é a matança", completou o jornalista.


De acordo com Chamorro, os policiais alegaram estar investigando a ONG Cinco para invadir o prédio e mesmo depois de terem sido informados que a a instalação era ocupada pelas empresas Promedia e Invermedia e que ambas não tinham nenhum relação com a organização em questão não cancelaram a ação. Apesar da invasão policial, a equipe de Confidencial não entregou os pontos. No último sábado, o programa Esta Semana foi transmitido pelo Youtube e Facebook.


Além da invasão, o editor, sua equipe e jornalistas independentes foram alvo de agressões por parte da polícia no último sábado (15), quando o grupo se reuniu em frente ao Complexo Policial Faustino Ruiz, conhecido como Praça do Sol, para protestar contra a invasão. Diversas entidades internacionais se manifestaram criticando a ação governamental e prestando solidariedade ao periódico. Jornais de todo o mundo também registraram o ocorrido.



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