Retratos familiares levaram Cris Meliska a se especializar em fotografia

Retratos familiares levaram Cris Meliska a se especializar em fotografia

Atualizado em 21/01/2009 às 17:01, por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA.

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A preocupação em registrar seus momentos familiares fez de Cris Meliska a fotógrafa que é hoje. "Conferindo as fotos de um álbum de minha família, percebi que ele se resumia em um apanhado de fotos feitas por terceiros, em ocasiões especiais. Dei-me conta de serem os únicos registros que tínhamos", explica.

Cris Meliska

Para mudar essa realidade, decidiu fazer um curso de revelação de filmes por correspondência, que havia encontrado em uma revista. Os manuais, que Cris "devorou em pouco tempo", ensinavam a montar um laboratório em casa. "Convenci minha mãe a pagá-lo e esperei com muita ansiedade. Não entendia nada do assunto, mas queria saber como era".

Cris Meliska

Com a experiência, ela percebeu que a fotografia era muito diferente do que imaginava. "Cheguei à triste constatação de como aquilo estava distante da minha realidade, na prática". Então, aos 17 anos, no início de sua vida profissional, decidiu comprar uma máquina fotográfica; adquiriu uma Yashica, portátil, que a acompanhou por um longo tempo.

O teatro e outras ocupações distanciaram Cris Meliska da fotografia. No entanto, a paixão pelo ofício não a abandonou. "Conversando com uma amiga, comentei-lhe do meu desejo de fotografar o centro da cidade. Ela apresentou-me ao Flickr [ferramenta de postagem de fotos na Internet], onde abriu uma conta para mim. Saímos para fotografar no centro uma única vez e gostei. Era realmente o que queria fazer", diz a fotógrafa.

Cris Meliska

O envolvimento com a Internet fez com que ela participasse de saídas fotográficas promovidas por grupos envolvidos com o assunto. Cris teve oportunidade de trocar informações, receber dicas de equipamentos, livros e cursos. "Não parei mais. A maior parte de meu tempo livre, hoje, é dedicado à fotografia", conta.

A persistência lhe rendeu o primeiro lugar no concurso "Revele o Brás", sobre o bairro da região central de São Paulo. Para ela, o reconhecimento "significou que estou fazendo a coisa certa, ao me dedicar mais à fotografia".

Cris Meliska

Cris considera que o mercado "é restrito para o profissional e quase inexistente para o autoral, pois a demanda é grande". Quanto às condições de trabalho, ela diz que não dá pra generalizar, pois assim como em outras áreas, "principalmente no que tange às artes, há uma diferença gritante entre aqueles que se dão bem e a grande maioria que tenta sobreviver".