Restos mortais de jornalista morto no Camboja podem ter sido encontrados
Restos mortais de jornalista morto no Camboja podem ter sido encontrados
Os restos mortais do repórter norte-americano Sean Flynn, desaparecido há 40 anos durante a guerra civil no Camboja, podem ter sido encontrados por uma equipe de voluntários.
Segundo a Embaixada dos Estados Unidos no país, dentre os restos estão ossos, roupa e quatro dentes, dois deles em bom estado. O material foi enviado na última sexta-feira (26), a um laboratório norte-americano, para que seja feito o exame de DNA.
Filho do famoso ator de Hollywood Errol Flynn, Sean tinha 28 anos quando desapareceu no dia 6 de abril de 1970. Colaborador da revista Time , ele e a jornalista Dana Stone, da CBS, foram capturados pela guerrilha comunista enquanto andavam de moto em uma estrada.
Os dois teriam sido assassinados por guerrilheiros do Khmer Vermelho cambojano em junho de 1971, 14 meses depois de serem capturados. As buscas - em parte financiadas pela família - foram feitas pelo britânico Keith Rotheram e o australiano David MacMillan.
Um aldeão, que na época da guerra civil era pastor de búfalos, conduziu os investigadores ao lugar onde um ocidental alto e loiro, cuja descrição coincidia com a de Sean, foi executado em 1971, informou a agência de notícias Efe. O jornalista teria sido obrigado a cavar seu próprio túmulo.
O homem informou ainda que, como a pistola que daria o tiro em Sean falhou, ele foi morto a pedradas. À imprensa, Rotheram disse que há "50% de possibilidades de que se trate dos restos de Sean Flynn". Antes de ir para o Camboja, o jornalista trabalhou para o semanário francês Paris Match e para a agência americana de notícias United Press International (UPI).
Estima-se que 36 jornalistas estrangeiros e locais foram assassinados durante a guerra civil cambojana. Para homenageá-los, a prefeitura de Phnom Penh anunciou um monumento em frente ao Hotel Lhe Royal, no qual costumavam se hospedar os correspondentes estrangeiros.
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