Responsável por direitos humanos no Irã defende prisão de repórter do Washington Post

O diretor do órgão governamental afirma que o jornalista está preso por atividades ilegais que cometia. Elas seriam algo além da profissão.

Atualizado em 30/10/2014 às 16:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Na esteira de um novo relatório alarmante das Nações Unidas (ONU), o chefe de Direitos Humanos do Irã, Mohammad Javad Larijani, defendeu a prisão do correspondente do Washington Post Jason Rezaian. A mulher do repórter foi detida junto com o marido e liberada ainda neste mês sob fiança. O profissional, no entanto, segue em cárcere sem ao menos uma versão oficial para a detenção. citam malfeitos como para a atuação governamental nesse caso.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista está preso sem acusação formal no Irã
Segundo o blog Amapour, do portal da rede CNN, o dirigente não concorda com a avaliação de que a prisão foi ocasionada pela cobertura jornalística que o repórter fazia sobre a região. Em entrevista, o diretor volta a sugerir uma eventual participação em atos ilícitos. "Infelizmente, ele está envolvido em situações que a nossa equipe de segurança avalia que são atividades definitivamente para além do jornalismo. A detenção está de acordo com a lei e com a ordem dos juízes”, afirmou.
Pessoas próximas ao jornalista, que está atrás das grades há quase três meses, dizem que não há processos públicos contra o correspondente. "A acusação levantada pelos agentes de segurança foi de envolvimento em atividades além da esfera jornalística", diz. "Uma queixa, quando é substancial e capaz de ser executada pela lei, se torna uma acusação formal. Então, não foi apenas uma queixa". O promotor ressalta ainda que a incriminação "seria bem fundamentada".
"Então, durante o processo judicial, (as acusações) podem ser definitivamente explicadas e devem determinar o quão sérias são as denúncias ou se estas podem ser descartadas. Há, (aqui), uma ampla oportunidade para eles se defenderem", acrescenta.

Não obstante, o relatório especial das Nações Unidas mostra o Irã como o país com um histórico negativo de punições pesadas. Entre elas, cita as penas de morte impostas para o adultério e "uso de álcool reincidente".
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