Responsabilidade de informar supera desastres
Responsabilidade de informar supera desastres
Atualizado em 25/05/2011 às 11:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Hiroyuki Takeuchi, editor do jornal japonês Ishinomaki Hibi Shimbun , sentiu o peso da responsabilidade sobre seus ombros quando, no dia 11 de março, um terremoto seguido de tsunami, destruiu sua cidade e parte do país. Um artigo do , publicado na última terça-feira (24), conta sobre a paixão do jornalista pela profissão e a sensação de dever que ele sentiu em maneter a comunidade informada.
Takeuchi relata a inundação da redação após sentirem os tremores do solo. A edição do dia já estava rodando na gráfica e a dificuldade em relatar os últimos acontecimentos seria enorme. Sua pequena equipe de seis repórteres estava desfalcada: um deles ficou desaparecido por uma semana e outro arrastado pelas águas dentro de seu carro.
Para o editor, o jornalismo é feito nas ruas, portanto, depois da tragédia, foi para lá que mandou a equipe. "Repórteres têm de mexer os pés", disse. Quando voltaram, relataram o que haviam visto, enquanto Takeuchi redigia, à mão, com canetas em um largo papel branco.
As seis cópias foram afixadas em centros comunitários. Logo uma rotina para reportar e publicar o jornal manuscrito foi estabelecida. Enquanto parte da equipe captava as notícias em centros de refugiados, outros coletavam as notas e levavam à redação.
A tiragem, de 14 mil, caiu para seis, ao passo que a demanda por notícias e informações apenas crescia. "Os leitores precisavam da gente, então decidimos publicar com nossas próprias mãos", disse o editor executivo Koichi Omi. A cópia manuscrita do jornal já havia sido feito em tempos de segunda guerra mundial, para burlar a censura do governo.
Foto:Tom Miyagawa Coulton
Takeuchi exibe exemplar do jornal feito a mão depois dos terremotos
O museu de imprensa, Newseum, em Washington, adquiriu seis cópias para sua coleção permanente, dada a importância histórica da publicação. "Sem os benefícios das conveniências tecnológicas do século XXI e frente a grandes dificuldades pessoais, estes jornalistas estavam comprometidos em fornecer a sua comunidade informações críticas, usando apenas papel e caneta para isso", disse Carrie Chritofferson, curadora das coleções do Newseum.
Para o tímido Takeuchi, que segredou ao jornalista do LA Times a descrença de seu pai em sua paixão pelo jornalismo, disse de forma singela: "Acredito que é isso que os jornais devem fazer".
Leia Mais

Takeuchi relata a inundação da redação após sentirem os tremores do solo. A edição do dia já estava rodando na gráfica e a dificuldade em relatar os últimos acontecimentos seria enorme. Sua pequena equipe de seis repórteres estava desfalcada: um deles ficou desaparecido por uma semana e outro arrastado pelas águas dentro de seu carro.
Para o editor, o jornalismo é feito nas ruas, portanto, depois da tragédia, foi para lá que mandou a equipe. "Repórteres têm de mexer os pés", disse. Quando voltaram, relataram o que haviam visto, enquanto Takeuchi redigia, à mão, com canetas em um largo papel branco.
As seis cópias foram afixadas em centros comunitários. Logo uma rotina para reportar e publicar o jornal manuscrito foi estabelecida. Enquanto parte da equipe captava as notícias em centros de refugiados, outros coletavam as notas e levavam à redação.
A tiragem, de 14 mil, caiu para seis, ao passo que a demanda por notícias e informações apenas crescia. "Os leitores precisavam da gente, então decidimos publicar com nossas próprias mãos", disse o editor executivo Koichi Omi. A cópia manuscrita do jornal já havia sido feito em tempos de segunda guerra mundial, para burlar a censura do governo.
Foto:Tom Miyagawa Coulton
| | |
| |
Takeuchi exibe exemplar do jornal feito a mão depois dos terremotos
O museu de imprensa, Newseum, em Washington, adquiriu seis cópias para sua coleção permanente, dada a importância histórica da publicação. "Sem os benefícios das conveniências tecnológicas do século XXI e frente a grandes dificuldades pessoais, estes jornalistas estavam comprometidos em fornecer a sua comunidade informações críticas, usando apenas papel e caneta para isso", disse Carrie Chritofferson, curadora das coleções do Newseum.
Para o tímido Takeuchi, que segredou ao jornalista do LA Times a descrença de seu pai em sua paixão pelo jornalismo, disse de forma singela: "Acredito que é isso que os jornais devem fazer".
Leia Mais






