Republicanos querem abolir o palavrão da mídia americana
Republicanos querem abolir o palavrão da mídia americana
Atualizado em 03/10/2005 às 18:10, por
Por: Maurício Reimberg e da redação.
O uso do "palavrão" na mídia americana pode estar com os dias contados. Pelo menos esse é o desejo dos senadores conservadores - leia-se Republicanos - que iniciaram um amplo movimento nacional para aprovar um projeto de lei controverso: a elevação severa da pena para quem proferir obscenidades em programas de rádio ou TV.
A decisão de coibir o "baixo calão" veio na esteira da popularidade crescente de personalidades que alcançaram a fama usando e abusando do palavrão no ar, ao vivo. Howard Stern, conhecido apresentador de rádio americano, é um dos principais representantes dos boca sujas. Ele está no topo da lista negra conservadora, que também inclui artistas como Bono, vocalista do U2. Não custa lembrar: os conservadores são maioria no Senado. E eles estão dispostos a tudo para "trazer de volta o tom mais gentil do passado", segundo reportagem publicada no New York Times.
O Senado ameaça elevar as multas a quem desrespeitar as normas em cerca de 1500%, para US$ 500 mil por delito, além de revogar as licenças.
A interferência política, porém, pode se transformar em um entrave jurídico se atingir a cultura e a literatura. Como lembrou o NYT, em artigo reproduzido pela "Folha de S.Paulo" deste Domingo, que Shakespeare, por exemplo, deu o título Much Ado about Nothing (Muito barulho por quase nada) para uma de suas peças, produzindo um trocadilho com much ado about an O thing, com o "O" servindo de referência para a genitália. A história demonstra que, para o desenvolvimento de épocas férteis para as artes, certos tipos de medidas autoritárias precisam ser rejeitadas.
A decisão de coibir o "baixo calão" veio na esteira da popularidade crescente de personalidades que alcançaram a fama usando e abusando do palavrão no ar, ao vivo. Howard Stern, conhecido apresentador de rádio americano, é um dos principais representantes dos boca sujas. Ele está no topo da lista negra conservadora, que também inclui artistas como Bono, vocalista do U2. Não custa lembrar: os conservadores são maioria no Senado. E eles estão dispostos a tudo para "trazer de volta o tom mais gentil do passado", segundo reportagem publicada no New York Times.
O Senado ameaça elevar as multas a quem desrespeitar as normas em cerca de 1500%, para US$ 500 mil por delito, além de revogar as licenças.
A interferência política, porém, pode se transformar em um entrave jurídico se atingir a cultura e a literatura. Como lembrou o NYT, em artigo reproduzido pela "Folha de S.Paulo" deste Domingo, que Shakespeare, por exemplo, deu o título Much Ado about Nothing (Muito barulho por quase nada) para uma de suas peças, produzindo um trocadilho com much ado about an O thing, com o "O" servindo de referência para a genitália. A história demonstra que, para o desenvolvimento de épocas férteis para as artes, certos tipos de medidas autoritárias precisam ser rejeitadas.






