Repressão à imprensa aumentou em Cuba após protestos de julho de 2021
Uma das fontes mais importantes de informação sobre Cuba, a agência de notícias espanhola EFE está prestes encerrar as atividades na ilha socialista após mais de 50 anos.
Atualizado em 24/01/2022 às 16:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Segundo reportagem da DW, apenas dois correspondentes da EFE ainda têm autorização de trabalho em Cuba e outros cinco jornalistas da agência tiveram suas permissões indeferidas no fim de 2021.
As autoridades não deram um motivo para o aumento do cerco à imprensa, mas analistas acreditam que a mudança tenha relação com os protestos de julho do ano passado, quando grande quantidade de pessoas foi às ruas. Foram as maiores manifestações no país desde a revolução de 1959.
Crédito:Reprodução DW Repressão à imprensa aumentou após protestos que agitaram Cuba em julho de 2021
O regime comunista reprimiu brutalmente os protestos. Estima-se que cerca de 5.000 pessoas foram presas.
Em seu ranking de 2021 de liberdade de imprensa, a ONG Repórteres sem Fronteiras classificou Cuba em em 171º lugar entre 180 países.
Embora a mídia privada seja proibida em Cuba, existem portais de notícias independentes que enfrentam represálias.
Eles tentam se firmar como alternativa aos canais governamentais e à emissora venezuelana TeleSUR, que tem autorização do regime cubano.





