Representantes do WhatsApp se reúnem com autoridades para evitar novos bloqueios

Uma comitiva de executivos do WhatsApp tem se encontrado com representantes da polícia e do Ministério Público para falar sobre o funcionamento do aplicativo e como as autoridades brasileiras podem contatá-los em caso de uma situação de emergência.

Atualizado em 05/05/2016 às 18:05, por Redação Portal IMPRENSA.

tem se encontrado com representantes da polícia e do Ministério Público para falar sobre o funcionamento do aplicativo e como as autoridades brasileiras podem contatá-los em caso de uma situação de emergência. As reuniões aconteceram entre segunda (2/5) e quarta-feira (4/5) em Brasília (DF) e continuam até o fim da semana, em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ).

Crédito:Reprodução Autoridades tentam negociar com representantes do WhatsApp
Segundo a Folha de S.Paulo , as conversas estavam marcadas antes do bloqueio do serviço no país. Os representantes da empresa são Mark Kahn, vice-coordenador jurídico, e a brasileira Keyla Maggessy, responsável pela coordenação de respostas às autoridades.

O diretor de comunicações do WhatsApp, Matt Steinfeld, afirma que uma das preocupações das autoridades brasileiras que têm sido assunto nas conversas é o que fazer em caso de uma emergência durante as Olimpíadas, que acontecerão no Rio de Janeiro em agosto. A preocupação é cabível, pois já se sabe que terroristas utilizam aplicativos de conversa para planejar ataques, como o que ocorreu em novembro de 2015, em Paris.

Segundo Steinfeld, existe um endereço de e-mail que as autoridades podem contatar a empresa e equipes responderão em caso de emergência ou não.

Nas reuniões, os representantes do aplicativo também estão fazendo um esforço para explicar o funcionamento do aplicativo. Eles argumentam que não possuem as informações pedidas pela Justiça brasileira, como o conteúdo das conversas.

Apesar de a suspensão do WhatsApp no Brasil ter sido derrubada pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE), uma ação pedindo a volta do serviço ainda tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O autor do texto, deputado Raul Jungmann (PPS), argumenta que a ação deve ser mantida como forma de fazer o Supremo normatizar a questão e evitar novos bloqueios.